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Gestão Starmer

Crise do governo trabalhista do Reino Unido se aprofunda, com terceira saída em uma semana

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, no número 10 de Downing Street, residência oficial do premiê britânico (Foto: ANDY RAIN/EFE/EPA)

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A crise que assola o governo do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, se aprofundou nesta quinta-feira (12), com a terceira saída de um membro da gestão em menos de uma semana.

Em comunicado, o governo trabalhista britânico informou que Chris Wormald deixará o cargo de secretário do gabinete e diretor do Serviço Civil “por mútuo acordo a partir de hoje".

“Sou muito grato a sir Chris por sua longa e distinta carreira no serviço público, que abrange mais de 35 anos, e pelo apoio que me deu ao longo do último ano. Concordei com ele que deixará o cargo de secretário do gabinete hoje. Desejo-lhe tudo de bom para o futuro”, afirmou Starmer.

Dessa forma, Wormald, que estava no cargo desde dezembro de 2024, se tornou o secretário de gabinete britânico que exerceu menos tempo a função na história do país. Sua saída ocorre após rumores na imprensa do Reino Unido de que o premiê estava insatisfeito com o trabalho dele.

No domingo (8) e na segunda-feira (9), respectivamente, Starmer já havia perdido dois nomes da sua gestão: seu chefe de gabinete e principal assessor, Morgan McSweeney, e seu diretor de Comunicação, Tim Allan, renunciaram.

McSweeney admitiu que havia recomendado a nomeação, em fevereiro de 2025, de Peter Mandelson como embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos.

Mandelson foi destituído em setembro, após a revelação da extensão de seus vínculos com o financista americano Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019, enquanto aguardava julgamento por acusações de tráfico sexual de menores.

Já Allan alegou na segunda-feira que deixava o cargo “para permitir que se construa uma nova equipe em Downing Street”, em referência à rua de Londres onde fica a residência oficial do premiê britânico.

Na semana passada, Starmer admitiu que tinha conhecimento das ligações de Mandelson com Epstein quando o indicou para o cargo diplomático em Washington, mas alegou que o aliado “mentiu” sobre a “extensão” desse relacionamento.

Apesar da renúncia de McSweeney, a oposição e até mesmo aliados do primeiro-ministro, como Anas Sarwar, líder do Partido Trabalhista Escocês, estão pedindo a renúncia de Starmer, que está no cargo desde 2024.

O premiê, entretanto, tem afirmado que não renunciará, mesmo com pesquisas apontando altos índices de desaprovação ao seu trabalho.

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