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O regime comunista de Cuba acusou nesta terça-feira (26) o governo dos Estados Unidos de tentar construir uma “narrativa” para justificar uma possível ação militar contra a ilha. A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, em entrevista à emissora americana Fox News.
Segundo Rodríguez, o governo americano, por meio do secretário de Estado Marco Rubio, tem “mentido” ao afirmar que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional americana. Para o chanceler cubano, Rubio está tentando "enganar a opinião pública nos EUA, o Congresso dos EUA e a comunidade internacional” para justificar um futuro ataque militar.
Em recentes entrevistas à imprensa americana, o secretário Rubio tem repetido que Cuba sempre representou uma ameaça à segurança nacional dos EUA. Rubio é um dos principais críticos do regime comunista que governa a ilha.
O ministro Rodríguez disse que Cuba não tem capacidade de ameaçar os Estados Unidos, afirmando que a ilha tem cerca de 10 milhões de habitantes. Ele questionou “com base em que lógica” Cuba poderia representar uma ameaça a uma “superpotência nuclear”.
Rodríguez também pediu que Rubio apresente provas para sustentar suas acusações contra o regime cubano. Segundo ele, o secretário de Estado deveria ser questionado sobre quais evidências teria para classificar Cuba como ameaça à segurança nacional dos EUA.
O chanceler também criticou a recente acusação criminal formalizada nos Estados Unidos contra o ex-ditador cubano Raúl Castro. Segundo Rodríguez, Washington deveria explicar por que esperou 30 anos para apresentar as acusações e qual seria o “valor ético” e “legal” das alegações.
Para o ministro cubano, o caso contra Raúl Castro faz parte de uma “narrativa política dirigida a manipular a opinião pública americana para justificar uma agressão militar contra Cuba”.
Rodríguez ainda acusou Rubio de ser uma das “principais mentes” por trás do que chamou de “ameaça militar contra a ilha”, do “cerco energético” e do bloqueio ao fornecimento de combustíveis a Cuba.
Ao comentar a origem familiar de Rubio, filho de imigrantes cubanos, o chanceler afirmou que o secretário “não nasceu em Cuba, não conhece Cuba e não sabe nada sobre Cuba”.







