WASHINGTON - A rede internacional Sheraton confirmou neste domingo ter expulsado uma delegação oficial cubana de um de seus hotéis no México por ordem do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos. O Tesouro também confiscou o dinheiro pago pelos cubanos.
- O Tesouro efetivamente exigiu que negássemos o acesso dos hóspedes cubanos ao hotel Sheraton na Cidade do México - disse Ellen Gallo, porta-voz da Starwoods Hotels e Resorts Worldwide, proprietária do Sheraton.
A medida, ordenada pelo Escritório de Controle de Ativos Internacionais do Departamento do Tesouro americano faz parte da aplicação do embargo comercial contra Cuba, de acordo com as normas americanas, disse a assessora.
As leis proíbem a cidadãos ou empresas americanas de realizar negócios ou prestar serviços a cubanos, incluindo hotelaria.
Os cubanos expulsos disseram na sexta-feira que haviam sido expulsos do hotel, localizado no Centro da Cidade do México, por pressão do governo dos Estados Unidos, mas até agora a acusação não havia sido confirmada.
Gallo também confirmou a informação do vice-ministro de Indústria Básica e chefe da delegação cubana, Raúl Pérez de Prado, que disse que a rede havia ficado com o dinheiro dos cubanos.
- O dinheiro que foi pago foi enviado ao escritório de Controle de Ativos Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Nem o Departamento do Tesouro e nem o Departamento de Estado americano responderam à reportagem.
A delegação cubana estava reunida desde quinta-feira no Hotel Sheraton com empresários americanos para explorar possibilidades de negócios no setor de energia. Depois da expulsão, a reunião continuou em outro hotel da cidade.
A imprensa cubana classificou de "escandalosa" e "sem precedentes" a expulsão.



