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Tibete

Dalai Lama já admite escolher em vida seu sucessor

Líder espiritual tenta evitar interferência chinesa na escolha do 15º Dalai Lama. Sua saúde não é mais de ferro

Dalai Lama pretende quebrar uma tradição de séculos, nomeando o seu sucessor | Abhishek Madhukar / Reuters
Dalai Lama pretende quebrar uma tradição de séculos, nomeando o seu sucessor (Foto: Abhishek Madhukar / Reuters)

Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, atravessa o pátio que separa a sua residência do monastério Tsuglakhang, na Índia. Entra no templo principal, apinhado de centenas de discípulos, em silêncio. Os tibetanos não querem ouvi-lo falar de sua ausência, um assunto tabu. Mas, com a tranqüilidade costumeira, o Dalai Lama, 73 anos, dá sinais de que poderá escolher em vida seu próximo sucessor, quebrando uma tradição de séculos, para evitar a interferência da China, revela reportagem de Florência Costa, correspondente do Globo na Índia.

A preocupação é geral entre os tibetanos diante das notícias de que sua saúde já não é mais de ferro (ele internou-se duas vezes este ano para a retirada de cálculos biliares). Mas ele assegura que não vai sair de cena enquanto estiver vivo e continuará à frente da luta tibetana:

"Não está em questão a minha aposentadoria. É minha responsabilidade moral trabalhar pela causa tibetana até a minha morte", diz.

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