
Primeiro foi um Barack Obama como o Coringa imortalizado por Heath Ledger no cinema sobre a palavra "socialismo" espalhado por críticos pelas ruas de Los Angeles (Califórnia) e Atlanta (Geórgia). Agora, um Obama grafado com a foice e o martelo, símbolos do partido comunista mundo afora, toma conta de uma campanha antiobama nos Estados Unidos, que ganhou força com o anúncio das diretrizes da reforma do sistema de saúde americano. O símbolo vem sendo estampado em camisetas, canecas, bolsas, adesivos e utilizado em e-mails que associam o governo do presidente americano a um estado totalitário que assassinou mais de 100 milhões de pessoas. "E é mais cruel que a tentativa de vincular a imagem do ex-presidente dos EUA George Bush à imagem de Adolf Hitler na campanha de 2004", disse John Avolon em artigo publicado no site "Daily Beast".
Uma busca na internet pelas palavras "Obama" e "communism" só comprova a forte relação que vem sendo feita entre o nome do presidente e o termo nas campanhas oposicionistas. Surgem na tela um Obama com fundo vermelho ao estilo Che Guevara, um outro ao lado de uma imagem de Lênin, o símbolo da campanha presidencial com uma foice e um martelo nas cores vermelho e amarelo em vez de azul vermelho e branco, e algumas outras variações. O site Conservative Buy, por exemplo, oferece uma ampla gama de opções, como Obama ao lado de Marx, trocadilhos com os slogans utilizados na campanha de 2008 e até mesmo um Obama Robin Hood.
Mas a associação entre presidente americano e comunismo não é exclusividade do primeiro presidente negro do país, que assumiu a presidência em meio a uma forte recessão econômica. O ex-presidente democrata Bill Clinton passou por isso, e sua mulher, Hillary Clinton, também, durante a campanha para concorrer à Presidência dos EUA. À época, os mesmos tipo de produtos (camisetas, canecas, etc) surgiram com a frases como "Tiraremos coisas de vocês em prol do bem comum", também ao lado da foice e do martelo.



