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Oriente em guerra

Destruição de estrada impede ajuda ao Líbano

Genebra – Os bombardeios israelenses ao Líbano atingiram ontem a principal rodovia que liga Beirute à Síria. Pelo menos quatro pontes foram destruídas. Com isso, Israel interditou a última via de acesso por terra para a distribuição de ajuda humanitária ao Líbano, alertaram agências internacionais.

"Essa estrada era o cordão umbilical do Líbano. Ela era nosso único acesso para distribuir a ajuda. Agora precisamos encontrar urgentemente outros meios para fazer isso", queixou-se Christiane Berthiaume, do Programa Mundial de Alimentação (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU).

As pontes destruídas ficam na rodovia paralela à costa libanesa do Mar Mediterrâneo entre Beirute e Arida, na fronteira com a Síria. Um comboio que deveria distribuir ajuda e conduzir agentes humanitários a Beirute teve que permanecer em Arida ontem. As equipes da ONU não tinham sequer permissão para avaliar os danos provocados pelos bombardeios.

Em Bruxelas, a União Européia (UE) também manifestou sua preocupação com a situação. "Aquilo que antes nós considerávamos um corredor seguro foi bombardeado. A estrada para o norte não pode mais ser considerada segura", disse Pietro Petrucci, porta-voz da UE.

Ele admitiu desconhecer a extensão dos danos, mas disse que as informações recebidas são de que os comboios de ajuda que tentam ingressar no Líbano estão sendo parados na fronteira por não haver como passar. Os habitantes do Líbano, por sua vez, não podem sair. A Organização Internacional de Migração (OIM) informou que a destruição das estradas impediu que 700 pessoas naturais das Filipinas e do Sri Lanka fossem retiradas do Líbano para a Síria.

Além dos ataques às estradas, Israel atacou também o único aeroporto internacional do Líbano e importantes passagens de fronteira e impôs um bloqueio naval, isolando quase totalmente o país vizinho. O presidente do Líbano, Emile Lahoud, acusou Israel de promover uma "guerra de fome" contra os civis para forçar seu governo a ceder às exigências de Tel Aviv.

As forças israelenses insistem que sua intenção é impedir a entrada de armas no Líbano e atingir redutos de grupos terroristas integrantes do Hezbollah.

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