
Líderes mundiais, dignitários e um decrescente número de veteranos da Segunda Guerra Mundial se reuniram ontem para lembrar o 70.º aniversário do Dia D, data em que as tropas aliadas invadiram a França ocupada pelos nazistas.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que o compromisso americano com a "liberdade" está "escrito com sangue" nas praias da Normandia, na França, onde ele participou da comemoração do 70.º aniversário do desembarque aliado durante a Segunda Guerra Mundial, no que ficou conhecido como o "Dia D".
"O grito dos Estados Unidos, nosso compromisso com a liberdade, com a igualdade, com a liberdade (...) está escrito com sangue nestas praias", disse Obama durante discurso realizado no cemitério de Colleville, onde estão enterrados 10 mil soldados americanos que morreram nas batalhas.
No cemitério, que pertence aos Estados Unidos, Barack Obama afirmou que o único pedido dos americanos "foi ter a propriedade do solo onde foram enterrados nossos compatriotas",
A Normandia possui "a praia do inferno", disse Obama se referindo à Omaha Beach, e "as praias da democracia", acrescentou o presidente dos Estados Unidos, que interrompeu seu discurso várias vezes para aplaudir os veteranos presentes na cerimônia.
Obama disse que o 70.º aniversário do desembarque não serve apenas para comemorar uma vitória, da qual seus cidadãos são "orgulhosos", mas também para "contar a história desses homens e dessas mulheres" que morreram para libertar a Europa da Alemanha nazista. "Tudo podia sair mal. O vento, a maré, o imprevisto...", observou.
As comemorações do Dia D neste ano podem ser as últimas para vários veteranos de guerra que sobreviveram à invasão para contar suas histórias. A cada ano, um número menor deles consegue reunir forças para voltar à Normandia.



