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O principal diplomata do Irã no Brasil, Abdollah Nekounam, disse em entrevista coletiva nesta terça-feira (31) que os acordos comerciais que envolvem a venda de fertilizantes ao país não serão cessados com a guerra em andamento no Oriente Médio.
De acordo com o embaixador, as mercadorias solicitadas por empresas do agronegócio nacional não serão impedidas de embarcar para o Brasil.
"Alguns meses atrás nós começamos a exportar fertilizante de ureia para o Brasil com algumas empresas da atividade. [...] Até o presente momento e no cenário atual, os produtos que foram adquiridos pelo Brasil não terão nenhum problema de serem exportados", disse.
Nekounam ressaltou que os compradores brasileiros devem fechar as compras diretamente com os transportadores iranianos.
Apesar do Irã representar menos de 1% das importações de fertilizantes que entram no território brasileiro, os negócios equivalem a 79% de todo o comércio entre os países.
Neste mês, o principal país fornecedor de fertilizantes do Brasil, a Rússia, anunciou a suspensão por 30 dias do fornecimento de nitrato de amônio devido à crise de abastecimento global provocada pela guerra entre EUA, Israel e Irã, que resultou no bloqueio da passagem marítima do Estreito de Ormuz.
Atualmente, o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que consome. Nos últimos dias, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou um relatório alertando que uma possível crise na oferta do insumo deixaria o país “em posição de extrema vulnerabilidade”.
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