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Direita contra acordo com as Farc recebe mais votos em eleição na Colômbia

O grupo, porém, não terá a maioria nem na Câmara nem no Senado, tendo que fazer acordos com os aliados do atual governo

  • Folhapress
Com 98% das urnas apuradas, o Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe (foto) havia conquistado 19 das 102 cadeiras no Senado e 32 das 166 vagas na Câmara | Raul Arboleda/AFP
Com 98% das urnas apuradas, o Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe (foto) havia conquistado 19 das 102 cadeiras no Senado e 32 das 166 vagas na Câmara Raul Arboleda/AFP
 
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Os partidos de direita contrários ao acordo de paz com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e de oposição ao presidente Juan Manuel Santos conquistaram a maior votação nas eleições legislativas deste domingo (11) na Colômbia.

O grupo, porém, não terá a maioria nem na Câmara nem no Senado, tendo que fazer acordos com os aliados do governo. Por outro lado, a esquerda, embora minoria, teve sua melhor votação da história recente do país.

Leia também: Principal grupo de narcotráfico da Colômbia anuncia cessar-fogo

Com 98% das urnas apuradas, o Centro Democrático, do ex-presidente Álvaro Uribe havia conquistado 19 das 102 cadeiras no Senado e 32 das 166 vagas na Câmara.

Somando-se o aliado uribista Partido Conservador, o grupo terá a maior bancada na Câmara alta, com 34 membros, e a segunda maior da Câmara baixa, com 53, atrás aliança formada pelo Partido Liberal, do ex-negociador-chefe do governo com a guerrilha Humberto de la Calle, e pelo Partido da Unidade Nacional, de Santos, que tem 60.

Sem ter a maioria, os dois grupos poderão ter que fazer acordos com o ex-vice-presidente Germán Vargas Lleras, populista de direita apoiado pelo Mudança Radical, sigla que conquistou 16 vagas no Senado e 30 na Câmara.

Embora dificilmente possa reformar a maior parte do pacto, a vitória da direita gera incerteza na implementação da Justiça especial para crimes de ex-guerrilheiros.

A eleição também foi o termômetro para a Farc de seu baixo apoio popular. O partido da ex-guerrilha recebeu 50.491 votos para o Senado e 31.182 para a Câmara, ficando só com as vagas determinadas pelo acordo de paz.

Apesar do predomínio da direita e da centro-direita, a esquerda e o centro aumentaram suas bancadas. O Movimento Aliança Verde, do ex-prefeito de Medellín Sergio Fajardo, passou de seis para nove deputados e de quatro para dez senadores.

Já os partidos de esquerda terão uma bancada de nove deputados e nove senadores.

Primárias

No pleito também foram ratificados os dois candidatos mais bem colocados para a eleição presidencial, em 27 de maio. O senador uribista Iván Duque venceu as primárias da direita com 67% dos votos e terá como vice a segunda colocada na disputa, Marta Lucía Ramírez.

Já o ex-prefeito de Bogotá Gustavo Petro foi confirmado como candidato da esquerda com 87% dos votos. O processo foi conturbado devido à falta de cédulas de votação.

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