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Europa

Direita da França e da Alemanha defende ações anti-imigração ilegal de Trump e quer agências iguais ao ICE

A eurodeputada Marion Maréchal, sobrinha de Marine Le Pen, disse que as mortes em ações do ICE foram “acidentes lamentáveis” causados por “ativistas de extrema esquerda” (Foto: CHRISTOPHE PETIT TESSON/EFE/EPA)

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Integrantes de partidos de direita nacionalista na França e na Alemanha estão defendendo as ações da Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês), em meio aos questionamentos sobre a resposta a protestos no estado de Minnesota, e alegam que a Europa precisa de agências anti-imigração ilegal no mesmo modelo da americana.

“Devemos ser implacáveis ​​tanto com a imigração ilegal quanto com a legal”, disse Éric Zemmour, presidente do partido francês Reconquista, em entrevista à emissora BFM TV no domingo (25).

Questionado na entrevista se era necessária a implantação de uma agência como o ICE no país europeu, Zemmour respondeu que sim e que “ela teria que ser adaptada à França e às suas estruturas”.

A eurodeputada Marion Maréchal, do partido de direita nacionalista Identidade-Liberdades, disse à rádio France Inter que segue defendendo as ações do presidente americano, Donald Trump.

“Acredito que hoje compartilho com ele diversas causas em comum. Isso me parece óbvio na luta contra a imigração, a insegurança relacionada ao narcotráfico e a ascensão do ‘wokismo’, entre outras coisas, e não mudei minha posição sobre isso”, disse a parlamentar, que é sobrinha de Marine Le Pen, líder do partido Reagrupamento Nacional (RN).

Ao ser questionada sobre as mortes em ações do ICE, Maréchal disse que foram “acidentes lamentáveis” causados ​​por “ativistas de extrema esquerda interferindo na ação policial”. “Não estou aqui para fiscalizar a polícia americana”, afirmou.

De acordo com a emissora Euronews, a representação do partido de direita nacionalista Alternativa para a Alemanha (AfD, na sigla em alemão) na Baviera está cogitando criar uma agência local nos moldes do ICE caso vença as eleições estaduais de 2028.

Tal agência seria chamada de Grupo de Asilo, Rastreamento e Deportação (AFA), segundo documentos internos do partido, informou a Euronews.

No sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos, foi morto por agentes do ICE em Minneapolis durante um protesto contra uma operação anti-imigração ilegal na cidade; no último dia 7, a também manifestante Renée Good havia sido baleada e morta por outro agente. Os dois casos estão sendo investigados.

A gestão Trump chamou Pretti e Good de “terroristas domésticos” e afirmou que nos dois casos os agentes atiraram em autodefesa, alegando que o enfermeiro portava uma arma e que a mulher tentou atropelá-los.

Já defensores dos manifestantes afirmaram que Pretti estava com um celular nas mãos e não sacou a arma que portava e que Good apenas tentou deixar o local, e que houve excessos dos agentes nas ações.

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