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Guerra na Ucrânia

Rússia aumentou produção das “mais poderosas” armas de destruição, diz Medvedev

Veículo lançador de míssil balístico intercontinental Topol é exposto em feira nos arredores de Moscou, em agosto de 2022. (Foto: Maxim Shipenkov/EFE/EPA)

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O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitri Medvedev, advertiu neste domingo que a Rússia aumentou a produção das “mais poderosas” armas de destruição para fazer frente à suposta ameaça do Ocidente. “Nosso inimigo se entrincheirou não apenas na província de Kiev de nossa pequena Rússia. Está na Europa, América do Norte, Japão, Austrália, Nova Zelândia e em uma grande quantidade de outros lugares”, escreveu o ex-presidente da Rússia em sua conta no Telegram. “Portanto, estamos aumentando a produção dos mais poderosos meios de destruição, inclusive aqueles baseados em novos princípios”, afirmou, sem revelar mais detalhes.

Medvedev também desqualificou o secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, Oleksiy Danilov, chamando-o de “pseudoucraniano com sobrenome russo”, que declarou ontem à noite à emissora de televisão NTA que a Ucrânia é capaz de tudo para se defender. “Não vamos perguntar a ninguém sobre o que diz respeito aos nossos interesses, ou seja, onde e quando atingir o inimigo. Mas o inimigo está conosco, desde as fronteiras de nosso território até Vladivostok”, disse Danilov, segundo a agência Unian. Danilov se referia ao ataque desta semana contra bases aéreas russas no interior da Rússia com drones de fabricação soviética atribuídos por Moscou à Ucrânia.

As declarações de Medvedev vêm depois que o presidente russo, Vladimir Putin, disse em Bishkek, na sexta-feira, que a Rússia pode considerar a adoção da teoria do “ataque preventivo” em sua doutrina nuclear, que atualmente não existe nos planos adotados pelo Kremlin sobre o uso de armas nucleares. Putin afirmou que nos Estados Unidos “um ataque preventivo é descrito” em suas estratégias, mas que na Rússia “é diferente”. “Nossa estratégia formula uma resposta a um ataque (...) Se um potencial adversário pensa que é possível usar a teoria de um ataque preventivo, enquanto nós não, isso nos leva a refletir sobre as ameaças que tais ideias representam para nós nas doutrinas de defesa de outros países”, afirmou.

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