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Venezuela em foco

Relatório da CIA revela o motivo de Trump ter mantido aliados de Maduro no poder

Após operação dos EUA que prendeu Maduro, a Venezuela segue sob tutela americana, com Delcy Rodríguez à frente do mesmo regime chavista, sem perspectiva real de retorno à democracia (Foto: Miguel Gutiérrez/EFE)

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Uma análise confidencial da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), compartilhada com o presidente Donald Trump, teria influenciado a decisão de manter o regime chavista no poder da Venezuela, de acordo com fontes consultadas pelo The Wall Street Journal.

A avaliação teve como conclusão que aliados de alto escalão de Maduro, incluindo a ditadora interina Delcy Rodríguez, estariam em melhor posição para manter a estabilidade a curto prazo em um governo provisório caso o ditador Nicolás Maduro fosse retirado do cenário político venezuelano.

Segundo a reportagem, Trump e um seleto grupo composto por membros de sua equipe sênior de segurança nacional foram informados semanas atrás sobre o relatório, antes de anunciarem que apostariam em Delcy como sua interlocutora em Caracas e não na líder opositora María Corina Machado.

Segundo o Journal, assim como em seu primeiro mandato, Trump estava convencido de que a estabilidade a curto prazo na Venezuela só poderia ser mantida se a figura em posição de suceder Maduro tivesse o apoio das forças armadas e de outras elites do país.

Segundo as fontes consultadas para a reportagem, o relatório da CIA citava Delcy Rodríguez e outras duas figuras importantes do regime venezuelano como possíveis governantes interinos capazes de manter a ordem interna. Apesar de não terem sido citados os nomes dessas outras figuras, os dois principais articuladores de poder aliados de Maduro são o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino.

Os dois chavistas linha-dura, no entanto, enfrentam acusações criminais nos EUA e são vistos como líderes que não cooperariam com o governo Trump.

Desde o ano passado, a CIA manteve contato direto com uma fonte interna na Venezuela, ligada ao círculo íntimo de Maduro, que forneceu informações sobre seu paradeiro. Essa vigilância rigorosa permitiu às forças especiais americanas removerem o ditador e sua esposa durante a operação na madrugada do último dia 3.

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