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Forças de segurança da Colômbia capturaram Norbey Goez Sepúlveda, de 48 anos, apontado pelas autoridades como integrante de uma das maiores facções criminosas do país, durante uma operação na zona rural de Turbo, no departamento de Antioquia. A prisão, divulgada nesta terça-feira (29), foi realizada pela Polícia, Promotoria e Exército colombianos, com apoio da agência antidrogas dos Estados Unidos (DEA), após drones fornecidos pelo governo americano ajudarem a localizar o homem, que também é procurado pela Justiça americana por acusações relacionadas ao narcotráfico.
Conhecido pelos apelidos de "El Paisa", "Ñato" e "Cachaco", Goez Sepúlveda é apontado como integrante do Clan del Golfo, uma das principais organizações criminosas da Colômbia. Segundo as autoridades, ele atuava nas regiões de Córdoba e Urabá, no noroeste do país, na organização do transporte de cocaína para o exterior.
Segundo as autoridades colombianas, Goez Sepúlveda coordenava o envio de mais de uma tonelada de cocaína por mês. Os carregamentos saíam de Córdoba e da região de Urabá e seguiam principalmente por rotas marítimas, passando por Panamá e México antes de chegar aos Estados Unidos.
Segundo o coronel Elver Vicente Alfonso, diretor de Investigação Criminal e Interpol da Polícia colombiana, o esquema utilizava embarcações rápidas conhecidas como “Go Fast” para transportar os carregamentos.
Goez Sepúlveda é alvo de um pedido de extradição apresentado pelos Estados Unidos, onde é acusado de crimes relacionados ao narcotráfico e associação criminosa. Na Colômbia, havia contra ele uma ordem de prisão por tráfico, fabricação ou porte de drogas.
Drones americanos ajudaram a localizar suspeito
Para encontrar Goez Sepúlveda na área rural, as forças colombianas utilizaram drones fornecidos pelo governo dos Estados Unidos. Os equipamentos possuem câmeras e sensores infravermelhos capazes de produzir imagens térmicas e operar durante o dia ou à noite, inclusive em condições de baixa visibilidade.
Os drones foram usados para observar a região e acompanhar a movimentação do suspeito até que as forças de segurança conseguissem determinar sua localização.
Segundo a investigação, Goez Sepúlveda tentava evitar as autoridades mantendo pouca exposição pública. Ele circulava por municípios da região e se apresentava como comerciante, trabalhador rural e, segundo o Exército, como criador de gado.
A polícia afirma que ele reforçou esses cuidados depois da prisão e posterior extradição aos Estados Unidos, em 2023, de outro integrante da organização conhecido como “Carne Biche”. Desde então, teria evitado registros públicos, redes sociais e outras formas de exposição que pudessem facilitar sua localização.
Homem é acusado de financiar atividades da facção
A investigação da Polícia colombiana aponta que Goez Sepúlveda mantinha vínculos com o Clan del Golfo e fornecia recursos para financiar atividades relacionadas ao tráfico de drogas.
O Clan del Golfo, que também se apresenta como Exército Gaitanista da Colômbia, mantém redes de narcotráfico em diferentes regiões colombianas e utiliza a posição geográfica do país para transportar cocaína em direção à América Central e aos Estados Unidos.
Após a captura, Goez Sepúlveda ficou à disposição da Justiça colombiana enquanto avança o processo para sua extradição aos Estados Unidos.
A utilização de tecnologia americana na captura de Goez Sepúlveda ocorre poucos dias depois de surgirem informações sobre uma ampliação da presença de drones militares dos Estados Unidos na América do Sul. No dia 18, a emissora CNN revelou que o Pentágono planejava transferir drones MQ-9 Reaper atualmente empregados na África para o Comando Sul dos Estados Unidos, responsável pelas operações militares americanas na América Latina e no Caribe. Os MQ-9 podem ser utilizados tanto para coleta de informações e vigilância quanto para ataques de precisão.
Colômbia integra o Escudo das Américas
Sob De la Espriella, a Colômbia aderiu ao Escudo das Américas, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação regional contra o narcotráfico e organizações criminosas transnacionais. No começo deste mês, após uma reunião com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, o presidente colombiano confirmou a entrada do país na iniciativa e afirmou que o mecanismo já havia começado a operar na Colômbia. O governo também anunciou Medellín como sede das atividades do Escudo no país.







