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Economia é questão-chave para o país

Pesquisa mostra que de cada dez eleitores preocupados com a questão econômica, quatro apontam o desemprego como maior problema

Eleitora posa com seus filhos em frente da indicação de local de votação,em Las Vegas, estado de Nevada | David Becker/Getty Images/AFP
Eleitora posa com seus filhos em frente da indicação de local de votação,em Las Vegas, estado de Nevada (Foto: David Becker/Getty Images/AFP)
Local de votação improvisado em Rumsonem, New Jersey |

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Local de votação improvisado em Rumsonem, New Jersey

Para os eleitores norte-americanos, a economia é a questão número um da eleição nos EUA, segundo pesquisa boca de urna divulgada pelo jornal The New York Times. De cada dez preocupados com a economia do país, quatro disseram que o maior problema econômico era o desemprego e três, os preços.

O candidato republicano Mitt Romney defendeu, por meses, que os eleitores culpam o seu rival pelo desemprego ter permanecido acima de 8% durante a maior parte de seu mandato. A taxa de desemprego caiu para 7,8% em setembro e ficou em 7,9% em outubro, aliviando as pressões sobre o candidato democrata e atual presidente Barack Obama.

Apesar de os eleitores darem uma estreita vantagem para Romney quando perguntados qual candidato seria melhor lidar com a economia, eles expressaram uma visão mista da atual situação econômica.

Enquanto três quartos dos eleitores disseram que a economia americana não está tão boa ou está ruim, apenas três em cada dez disseram que a economia está piorando -e quatro em cada dez que ela está ficando melhor.

Culpa republicana

Metade dos eleitores disse que o ex-presidente George W. Bush é o maior culpado pelos atuais problemas econômicos, enquanto apenas quatro em cada dez culpam o presidente Obama.

Um terço dos eleitores sente que a situação financeira de sua própria família se deteriorou. O resultado é um pouco melhor que em 2008, quando 42% dos eleitores disseram que a situação financeira de sua família estava pior do que há quatro anos.

A maioria dos eleitores diz que o sistema econômico americano geralmente favorece os ricos. Apenas quatro em cada dez disseram que ele é justo para a maioria.

Sim ao "Obamacare"

Apesar de Romney – e quase toda a direção do Partido Republicano ser a favor – dizer que vai revogar a lei Obama e dos democratas, a sondagem mostrou que a maioria diz não à revogação do "Obamacare".

A pesquisa mostra que apenas um quarto das pessoas que votaram na eleição quer revogar toda a lei de Obama e a mesma quantidade quer revogar apenas algumas partes da lei. O restante dos eleitores quer deixar a lei como está ou expandi-la.

OpiniãoPresidente eleito vai enfrentar hiperpolarização

Sylvain Bureau, mestre em Relações Internacionais na Université Paris-Sud 11 e professor da Aliança Francesa de Curitiba

Uma campanha política sempre deixa para trás um campo de desolação. Pois uma campanha, qualquer que seja, é uma guerra, e o fim de uma guerra, apesar de definir um vencedor, deixa ruínas. Depois de meses de luta tempestuosa, chegou a hora da reconstrução.

E o trabalho é grande. O novo presidente dos EUA terá de lidar com a hiperpolarização do povo americano – a radicalização da opinião a respeito de vários assuntos polêmicos como o aborto, o casamento gay, o intervenção do Estado na economia. Para além da união do povo, o desafio é bem maior.

Em quatro anos do mandato Obama, o mundo mudou rápido. A Europa está na maior crise financeira desde 1929 – ao ponto de colocar em questão o próprio euro.

A influência crescente da China na economia e na política mundiais desenha um jogo de poder complexo. Os EUA acostumaram a se colocar na posição de salvadores, garantindo valores democráticos a povos reprimidos. Agora, como um país que está enfraquecido poderá lutar contra os radicalistas e nacionalistas de alguns países?

Cinco anos depois do início da Segunda Guerra Mundial, os soldados americanos desembarcaram na França e libertaram o país em poucos meses. Sabemos hoje que o financiamento da guerra foi uma das soluções contra a crise financeira americana. Qual é a lição? Para unir a sua população, um país teria que inventar um inimigo comum e investir numa guerra? Nada tão simples assim.

Ter um inimigo comum é uma estratégia. Mas Saddam Hussein foi morto, Osama bin Laden também. Quem odiar agora?

A questão é saber qual será o próximo inimigo dos americanos para conter os problemas internos e o declínio do império.

Será que o novo inimigo, portador da paz interna do povo americano, viria do Império do Meio?

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