O Egito deteve 49 homens sob a acusação de serem agentes do grupo militante libanês Hezbollah, acusando-os de planejar "operações hostis", disse o procurador-geral Abdel-Meguid Mahmoud em comunicado nesta quarta-feira (8).
Mahmoud disse que os homens queriam "desestabilizar a segurança geral do Egito" e foram designados pelo Hezbollah para fazer observação e coletar informações de inteligência em vilas ao longo da fronteira entre o Egito e Gaza, locais turísticos na península do Sinai e no Canal de Suez.
"Eles receberam uma grande quantidade de explosivos e os meios para produzir bombas", disse o comunicado, acrescentando que eles receberam a missão de "espalhar a ideologia xiita" dentro do Egito.
A tensão entre Egito e o Hezbollah ficou mais forte desde que o grupo militante criticou o Egito por não ter feito muito para interromper a ofensiva de três semanas de Israel contra a Faixa de Gaza em dezembro.
O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, fez fortes críticas ao Egito durante a ofensiva contra Gaza e pediu aos egípcios que se rebelassem e forçassem a abertura da passagem de Rafah para que os palestinos pudessem receber ajuda.
O porta-voz do Hezbollah não fez comentários sobre a acusação. Mas a emissora do grupo disse que o Egito estava tentando diminuir seu isolamento regional com essas acusações.
Diaa Rashwan, especialista em movimentos islâmicos do Cairo, chamou de "perigosas" as alegações do promotor-geral e deu a entender que elas foram motivadas por razões políticas.
"O Hezbollah não tem atividades fora do Líbano e, se tiver, elas são em apoio ao grupo...mas não há atividades militares externas", disse ele. As informações são da Associated Press.







