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O candidato de direita Abelardo de la Espriella confirmou seu favoritismo e liderou a apuração das eleições presidenciais neste domingo (31) na Colômbia, com 9,5 milhões ou 44% dos votos, com mais de 90% das urnas contabilizadas. O resultado confirmou uma disputa de segundo turno, marcado para o dia 21 de junho.
Em segundo lugar ficava o senador de esquerda Iván Cepeda, do Pacto Histórico — partido do atual presidente Gustavo Petro —, que somava pouco menos de 9 milhões ou 41% do total.
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A direitista Paloma Valencia, do partido Centro Democrático e apoiada pelo ex-presidente Álvaro Uribe, tinha 420.151 votos (6,43%), muito abaixo do que previam as pesquisas.
O quarto colocado era Sergio Fajardo, do partido Dignidade & Compromisso, com 250.554 votos (3,83%), e em quinto aparecia a surpresa do dia, o ultradireitista Santiago Botero, com 67.228 votos (1,02%). Mais de 41 milhões de cidadãos estavam aptos a ir às urnas no país vizinho.

"Bukele colombiano" e alinhamento aos EUA
Dentro e fora da Colômbia, Espriella tem sido chamado de "Bukele colombiano", em função de seu discurso voltado para a segurança pública, pelo endurecimento contra o crime organizado e pela defesa de leis punitivas mais duras. A segurança se tornou um tema central da disputa, em meio a uma onda de violência e a uma maior percepção de insegurança na Colômbia.
Além da proximidade com o tema do combate ao crime, a vinculação ideológica de Espriella com líderes de direita, como o presidente americano Donald Trump, acontece em meio a uma tendência de desejo do povo colombiano de se aproximar dos EUA. Pesquisas indicam que 73% dos colombianos acreditam que seu país deveria se aproximar dos Estados Unidos, mas apenas 25% descrevem as atuais relações bilaterais como “positivas”.





