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Pleito presidencial

Eleições na Bolívia: Evo diz que partido socialista não vai cair em “provocação”

Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, leu comunicado para a imprensa neste domingo (18), em Buenos Aires. Evo está exilado na Argentina desde o fim de 2019. (Foto: AFP)

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Ex-presidente da Bolívia, Evo Morales pediu, neste domingo (18), que o resultado das eleições presidenciais de 2020 no país seja "respeitado por todos". Sobre a decisão da Justiça eleitoral boliviana de que a apuração será realizada voto a voto, sem contagem rápida, Morales disse que o Movimento para o Socialismo (MAS), sua legenda "tem seu próprio sistema de controle eleitoral”. As informações são da Rádio França Internacional (RFI).

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“É muito importante que cada boliviano e os partidos políticos esperem com calma que cada voto, tanto das cidades como das zonas rurais, seja levado em consideração e que o resultado das eleições seja respeitado por todos”, afirmou o ex-presidente em comunicado lido à imprensa em Buenos Aires, onde ele está exilado desde o fim de 2019. “A prioridade é exclusivamente a recuperação da democracia. Não vamos cair em qualquer tipo de provocação (…). Nossos delegados em cada mesa acompanharão e registrarão cada ato eleitoral. O povo também nos acompanhará nesta tarefa de compromisso com a democracia".

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Bolívia decidiu, na noite de sábado (17), que não haverá contagem rápida de votos neste pleito pelo fato de que o sistema de apuração e difusão de resultados preliminares, a partir das atas de votação, foi questionado ano passado. A estimativa da Justiça é de que o resultado seja divulgado somente na próxima sexta-feira (23).

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Candidato do MAS à presidência e afilhado político de Evo, Luis Arce disse que a decisão do TSE é "irresponsável" e "desgasta a imagem do país no exterior". Complementou, entretanto, que vai aguardar o resultado de forma "pacífica e respeitosa" e que a legenda não vai estimular protestos.

Eleições de 2020 na Bolívia

Esse é o segundo pleito presidencial realizado na Bolívia em um ano. É que os resultados das eleições gerais de outubro de 2019 foram contestados, dando início a uma crise política no país e culminando na renúncia de Evo Morales, que fora eleito para mais um mandato à frente do Executivo boliviano. Em dezembro do mesmo ano, logo após Alberto Fernández tomar posse como presidente da Argentina, Morales chegou ao país para se refugiar e lá ainda permanece.

Arce, afilhado de Evo, lidera as pesquisas, seguido por Carlos Mesa, que chefiou o Executivo do país entre outubro de 2003 e março de 2005. Para vencer no primeiro turno na Bolívia, um candidato precisa conquistar mais de 40% dos votos e superar o segundo colocado em, no mínimo, 10 pontos percentuais. Um eventual segundo turno está marcado para 29 de novembro.

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