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Estreito de Ormuz

Emirados Árabes acusam Irã de matar tripulante de petroleiro durante ataque com mísseis

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Navio petroleiro atravessa o Estreito de Ormuz, que se tornou o epicentro das negociações entre EUA e Irã (Foto: Ali Haider/EFE/EPA)

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O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos denunciou a morte de um tripulante indiano num ataque atribuído ao Irã contra dois petroleiros que transitavam pelo sul do Estreito de Ormuz na madrugada desta terça-feira (horário local). Além da vítima fatal, pelo menos seis indianos e dois ucranianos ficaram feridos.

A pasta declarou em sua conta no X que os petroleiros Mombasa e Al Bahiyah foram atacados por dois mísseis de cruzeiro enquanto navegavam pelas águas territoriais de Omã.

"O ataque resultou na morte de um tripulante indiano a bordo do petroleiro Mombasa e ferimentos em outros oito, incluindo quatro com ferimentos graves", diz o comunicado.

De acordo com o Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos, "o ataque também causou danos materiais a ambos os petroleiros devido a incêndios que começaram a bordo, os quais já foram controlados".

"Os Emirados Árabes Unidos reservam-se o direito de responder a essa escalada e de tomar todas as medidas necessárias para proteger seu território, seus cidadãos e residentes, de forma a salvaguardar sua soberania, segurança e estabilidade, e proteger seus interesses nacionais", diz ainda a mensagem.

O ataque foi relatado horas depois de o Comando Central dos EUA (Centcom) anunciar o início da terceira noite consecutiva de ataques contra o Irã, ordenados pelo presidente Donald Trump.

De acordo com a declaração do Centcom em sua conta no X, os bombardeios visam degradar a capacidade do Irã de atacar civis e navios comerciais no Estreito de Ormuz. Essas operações começaram poucos minutos depois do governante republicano afirmar, em uma entrevista, que a nação persa seria atingida "com muita força" naquela mesma noite.

A nova ofensiva dos EUA ocorre depois que Trump anunciou a retomada do bloqueio naval contra o Irã e declarou que Washington assumiria o papel de "guardião do Estreito de Ormuz", uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global de energia.

As Forças Armadas iranianas, por sua vez, advertiram que não permitirão, "sob nenhuma circunstância", que os EUA "interfiram na gestão do Estreito de Ormuz".

EUA e o Irã assinaram um memorando de entendimento em 17 de junho para encerrar a guerra, desbloquear o Estreito de Ormuz e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano, mas as tensões aumentaram nos últimos dias devido à retomada dos confrontos no Oriente Médio.

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