
Ouça este conteúdo
A líder do principal partido da oposição de Taiwan, Cheng Li-wun, se encontrou nesta sexta-feira (10) em Pequim com o ditador da China, Xi Jinping, e este reiterou que não admitirá a independência da ilha.
Cheng está em visita oficial de seis dias à China e se reuniu com o líder chinês no Grande Salão do Povo.
“O mundo de hoje está longe de ser pacífico, e a paz é ainda mais preciosa”, disse Xi, segundo informações da emissora americana CNN.
“Os compatriotas de ambos os lados do estreito são o povo chinês e uma só família”, acrescentou o ditador, que afirmou que Pequim estaria disposta a trabalhar com os partidos políticos taiwaneses apenas “com base numa política comum de oposição à independência de Taiwan”.
Por sua vez, Cheng disse esperar que “por meio dos esforços incansáveis das duas partes, o Estreito de Taiwan deixe de ser um foco de potencial conflito, nem se torne um tabuleiro de xadrez para intervenções externas”.
A viagem da presidente do conservador Kuomintang (KMT) foi criticada pelo partido governista da ilha, o Partido Democrático Progressista (DPP), já que ocorre em um momento em que Pequim intensifica o discurso de anexar Taiwan enquanto permanece um impasse sobre o aumento dos gastos militares taiwaneses.
No início da semana, o DPP disse nas redes sociais que o KMT estaria tentando “cooperar com o plano dos comunistas chineses de enfraquecer as capacidades de defesa de Taiwan” e citou que um plano do governo de investir mais US$ 40 bilhões em defesa está travado no parlamento da ilha. Com 54 das 113 cadeiras, o KMT é o maior partido do Legislativo taiwanês.
Taiwan é uma ilha que a China considera parte do seu território, apesar de ser administrada de forma independente desde o final da Guerra Civil Chinesa, em 1949, quando os nacionalistas, derrotados pelos comunistas, se refugiaram na ilha.
Pequim tem reiterado ameaças de anexar Taiwan – o que chama de “reunificação”. Em resposta, Taipei tem buscado aumentar os investimentos em defesa.











