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Steve Witkoff

Enviado especial de Trump se reúne com príncipe herdeiro exilado do Irã

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Apoiadores do príncipe herdeiro exilado do Irã, Reza Pahlavi, durante protesto realizado em frente ao Parlamento britânico, em Londres. (Foto: TOLGA AKMEN/EFE/EPA)

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Steve Witkoff, enviado especial do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reuniu-se de forma reservada no último fim de semana com Reza Pahlavi, príncipe herdeiro exilado do Irã, para discutir a onda de protestos em curso no país, segundo disse um alto funcionário do governo americano ao portal Axios.

De acordo com o portal, o encontro marcou o primeiro contato de alto nível entre o governo Trump e a oposição iraniana exiliada desde o início das manifestações contra o regime islâmico, há cerca de duas semanas. Segundo o Axios, Pahlavi está tentando neste momento se posicionar como uma possível liderança de transição caso o regime iraniano entre em colapso e caia.

Segundo informou a agência Reuters, Witkoff conversou com Pahlavi sobre a evolução dos protestos, que se espalham por diversas cidades iranianas. Pahlavi é filho do xá deposto na Revolução Islâmica de 1979 e lidera, a partir do exílio nos Estados Unidos, uma das correntes da fragmentada oposição ao regime dos aiatolás.

Pahlavi tem aparecido com frequência em emissoras de televisão pedindo que o governo Trump intervenha em apoio aos manifestantes no Irã. A Casa Branca realizou nesta terça-feira (13) uma reunião para avaliar possíveis respostas aos protestos. Trump pediu publicamente que os iranianos “continuem protestando” e “assumam o controle” das instituições governamentais. Ele também afirmou que a “ajuda está a caminho”.

Os protestos em curso no Irã já deixaram um número elevado de mortos, a maioria atribuída à repressão conduzida pelo regime contra os manifestantes. As mobilizações continuaram nesta terça-feira em várias cidades do país.

Segundo informações compartilhadas por Israel com os Estados Unidos, o total de vítimas fatais pode chegar a 5 mil, de acordo com uma fonte do governo americano citadoa pelo portal Axios. Já a ONG de direitos humanos Hengaw estima em 2,5 mil o número de mortos, apontando uma repressão sistemática por parte das forças governamentais.

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