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Crise

Equador nega acusações de Petro e diz que Colômbia abriga família de narcotraficante

O presidente do Equador, Daniel Noboa, rebateu acusações de Petro sobre ataques à Colômbia (Foto: EFE/ Jose Jacome)

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O presidente do Equador, Daniel Noboa, negou nesta terça-feira (17) que seu país estivesse bombardeando a Colômbia durante operações militares lançadas em áreas de fronteira contra o crime organizado e a mineração ilegal.

Em contrapartida, ele acusou o país vizinho de abrigar a família do narcotraficante e chefe do crime organizado José Adolfo Macías Villamar, vulgo "Fito", bem como a ex-candidata à presidência Luisa González, membro do movimento Correísta.

Em uma mensagem nas redes sociais, o presidente equatoriano respondeu às acusações feitas na segunda-feira pelo presidente colombiano, Gustavo Petro, que afirmou durante uma reunião com seus ministros que o território colombiano estava sendo bombardeado a partir do Equador.

"Presidente Petro, suas declarações são falsas; estamos agindo em nosso território, não no seu", declarou Noboa, afirmando que, com a cooperação internacional, estão "bombardeando os locais que serviram de esconderijo para esses grupos, em sua maioria colombianos que seu próprio governo permitiu infiltrar em nosso país devido à negligência em sua fronteira".

Desde domingo à noite, um toque de recolher noturno está em vigor em quatro províncias equatorianas para intensificar as operações na guerra que Noboa declarou contra o crime organizado há mais de dois anos, que aparentemente inclui atentados a bomba e o uso de explosivos contra casas e propriedades supostamente utilizadas por organizações criminosas.

Simultaneamente, ofensivas em larga escala foram lançadas contra a mineração ilegal em áreas fronteiriças com a Colômbia e o Peru, incluindo o lançamento de baterias de mísseis a partir de caminhões militares.

"Não vamos recuar. Enquanto na Colômbia dão espaço para a família de 'Fito', que cruzou a fronteira durante o toque de recolher nacional, coincidentemente ao mesmo tempo que a ex-candidata à presidência Luisa González, nós continuaremos a limpar e reconstruir o Equador", disse Noboa.

Países em crise

Atualmente, Colômbia e Equador estão envolvidos em uma guerra comercial iniciada por Noboa, que acusou a Colômbia de não se comprometer com o monitoramento da fronteira compartilhada e de permitir que grandes quantidades de cocaína cheguem ao Equador, que se tornou um ponto-chave nas rotas internacionais de tráfico de drogas, levando a uma crise sem precedentes de violência criminal no país.

O aumento das sanções comerciais levou ambos os países a impor tarifas de até 50% um ao outro. A Colômbia suspendeu o fornecimento de eletricidade ao Equador, crucial para o seu sistema energético em períodos de escassez, e o Equador aumentou o preço do transporte de petróleo bruto da estatal colombiana Ecopetrol através de oleodutos equatorianos de três para trinta dólares.

Nesse contexto, durante a reunião do Conselho de Ministros do governo colombiano realizada na segunda-feira, Petro comentou que "uma bomba lançada de um avião foi encontrada".

"Os métodos serão investigados minuciosamente, muito perto da fronteira com o Equador, o que de certa forma confirma minha suspeita, mas é preciso investigar a fundo, porque estamos sendo bombardeados a partir do Equador e não são os grupos armados", afirmou.

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