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Oposição

Obama enfrentará novamente um Congresso dividido

Presidente terá de convencer a maioria republicana no Senado para aprovar reformas prometidas na campanha

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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reeleito na terça-feira para um segundo mandato, enfrentará o mesmo Congresso dividido em 2013. Os republicanos tiveram uma derrota no Senado, no qual poderiam retomar o controle dos democratas, que tinham mais cadeiras a defender. Os democratas conseguiram manter a maioria de 52 das 100 cadeiras. Candidatos republicanos no Missouri e Indiana – ambos estados onde Romney venceu as eleições – foram derrotados após terem feito comentários desastrosos sobre estupro e aborto. Os republicanos conseguiram conquistar apenas uma cadeira no Senado que era dos democratas, a do estado do Nebraska. Os democratas reelegeram senadores do Wisconsin, Virginia, Connecticut, Missouri, Ohio, Pensilvânia, Novo México, Montana e Flórida.

Até em dois estados conservadores do oeste, Montana e Dakota do Norte, onde Romney venceu, os democratas capturaram as duas vagas no Senado que estavam em disputa. Em Montana, o senador democrata Jon Tester foi reeleito, vencendo o representante republicano Denny Rehberg. Já em Dakota do Norte, a democrata Heidi Heitkamp derrotou o congressista republicano Rick Berg.

Deputados

Na Câmara, todas as 435 cadeiras foram renovadas e os republicanos mantiveram o controle, embora os democratas tenham obtido alguns ganhos.

O líder da Câmara, o republicano John Boehner, que conseguiu manter seu emprego, se ofereceu para trabalhar com qualquer vencedor, democrata ou republicano. "O povo americano quer soluções e nesta noite, ele respondeu ao renovar a nossa maioria" disse Boehner. Mas o republicano também afirmou que não existe nenhuma margem de manobra para aumento de impostos. Obama propôs o aumento de impostos para pessoas que ganham mais de US$ 250 mil por ano.

O controle do Senado, contudo, deverá manter para Obama uma barreira contra as tentativas dos republicanos de derrubarem seu maior feito – a reforma do sistema de saúde, o chamado "Obamacare", que obriga cada cidadão a ter cobertura de um seguro de saúde. Mais de 40 milhões de norte-americanos não têm seguro.

Porto Rico decide se tornar o 51.º estado dos EUA

Agência Estado

Com uma pequena diferença de votos, a maioria dos cidadãos de Porto Rico decidiu em referendo que deseja mudar os laços com os Estados Unidos e se tornar o 51.º estado norte-americano. Atualmente, a ilha caribenha é um território dos EUA e os habitantes são cidadãos americanos, mas são proibidos de votar na eleição presidencial. Na Câmara dos Representantes, Porto Rico também possui poder limitado.

Dividido em duas partes, o referendo questionava se a ilha deveria alterar a relação de 114 anos com os EUA. Quase 54% ou 922.374 pessoas preferiram mudar as condições da parceria, já 46% ou 786.749 cidadãos optaram por manter a situação vigente. A apuração atingia 96% dos 1.643 distritos ontem à noite.

A segunda questão dizia respeito ao modelo de parceria com os EUA. A opção de aceitar a soberania ianque como mais um estado foi a mais votada com 61% dos votos. A associação de soberania livre, que permite uma autonomia maior, recebeu 33% das indicações e a independência, apenas 5%.

Para que a decisão se consolide e Porto Rico se torne mais um estado americano, o Congresso dos EUA em Washington ainda precisa aprovar a decisão.

O presidente Barack Obama já havia manifestado apoio ao referendo e comprometeu-se a respeitar a vontade das pessoas caso houvesse uma clara maioria. Por outro lado, não está claro se o Congresso dos EUA vai debater os resultados do referendo ou se Obama irá considerar que os votos finais indicam uma maioria claramente suficiente.

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