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O governo do estado americano do Tennessee suspendeu execuções até o final de 2026 após uma mulher não ter morrido nesta quarta-feira (30) após a administração de duas doses de uma droga letal.
De acordo com informações da agência Associated Press, Christa Gail Pike, que foi condenada à pena de morte por um assassinato cometido em 1995, recebeu duas doses de pentobarbital, segundo documentos judiciais apresentados pelos advogados dela na noite de quarta-feira. Porém, continuou viva após as tentativas de execução e foi levada para um hospital.
Após o episódio, o governador do Tennessee, o republicano Bill Lee, determinou que execuções não sejam mais realizadas no estado este ano e afirmou em comunicado que ordenou “uma revisão abrangente, realizada por terceiros, para determinar exatamente o que ocorreu”.
“Cumprir uma sentença legalmente imposta está entre as responsabilidades mais sérias do Estado, e a população do Tennessee espera que isso seja feito de uma maneira que não seja apenas legal e constitucional, mas também eficaz”, afirmou o governador.
Além de Pike, havia apenas uma execução prevista no Tennessee até o final do ano, marcada para 3 de dezembro.
Pike, de 50 anos, seria a primeira mulher executada no Tennessee desde 1820. Um tribunal de apelações chegou a suspender a aplicação da pena capital uma hora antes do horário previsto para o procedimento, mas horas depois a Suprema Corte dos EUA manteve a ordem de execução.
Em 1995, quando tinha 18 anos, Pike assassinou Colleen Slemmer, uma colega dela no Job Corps, um programa do Departamento do Trabalho dos Estados Unidos que oferece educação gratuita e treinamento profissionalizante para jovens de 16 a 24 anos.
Pike, seu namorado à época, Tadaryl Shipp, e uma amiga do casal, Shadolla Peterson, levaram Slemmer para uma área de mata no campus de agricultura da Universidade do Tennessee, em Knoxville, onde a vítima foi torturada (pentagramas foram marcados na sua pele) e morta. A motivação do crime foi que Slemmer estaria interessada em Shipp.
Este foi condenado à prisão perpétua por ter 17 anos à época do crime, enquanto Peterson, por ter colaborado com os investigadores, cumpriu um ano de prisão enquanto aguardava julgamento e foi condenada a seis anos de liberdade condicional.
Ela não atuou diretamente na agressão a Slemmer, mas permaneceu no local como vigia para alertar Pike e Shipp caso alguém se aproximasse.







