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Estado Islâmico mostra produção de moeda própria e promete destruir o dólar

Em vídeo, jihadistas dizem que dinar de ouro vai levar à ruína “sistema monetário que oprime muçulmanos”

Militante do Estado Islâmico mostra a moeda que o grupo pretende implantar, o dinar de ouro | /Reprodução
Militante do Estado Islâmico mostra a moeda que o grupo pretende implantar, o dinar de ouro (Foto: /Reprodução)

Enquanto conquista extensos territórios na Síria e no Iraque, o Estado Islâmico divulgou, no último sábado (29), imagens da fabricação da sua própria moeda, o dinar de ouro.

No novo vídeo lançado pelo grupo terrorista, chamado “O surgimento do califa e o retorno do dinar de ouro” e traduzido para diversos idiomas, os jihadistas ameaçam o “sistema financeiro capitalista de escravidão” dos Estados Unidos.

O objetivo do grupo é, de acordo com o vídeo, causar um “segundo golpe” no país, depois do atentado às Torres Gêmeas de Nova York em 11 de setembro de 2001.

Com sotaque americano, o narrador das imagens afirma que o retorno da moeda será um “antídoto” contra o Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, levando o dólar à ruína. Em cerca de uma hora de vídeo, o grupo terrorista usa imagens do Federal Reserve, do ataque de 11 de Setembro, do líder do Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, do ex-presidente americano George W. Bush, de Osama bin Laden e de atentados causados por jihadistas.

O objetivo do grupo de criar um “surto na esfera financeira”, para afetar “o sistema monetário que oprime os muçulmanos”, vem sendo anunciado desde o ano passado pelo Estado Islâmico. No fim de junho deste ano, ativistas sírios publicaram na internet as primeiras imagens das moedas do EI, feitas de ouro, prata e cobre.

O Estado Islâmico já acumulou milhões de dólares, por meio da coleta de impostos e do controle de refinarias de petróleo — além de roubos a bancos e joalherias, atividades contrabandistas, sequestros e extorsões.

Estima-se que mais de US$ 3 milhões entrem nos fundos de guerra dos jihadistas por dia, que já se tornou uma força financeira autossustentável, dizem autoridades americanas.

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