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O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança. A agência estatal iraniana Tasnim divulgou a informação neste domingo (1º). Cerca de 150 petroleiros estão ancorados no Golfo Pérsico.
O estreito atravessa águas territoriais do Irã e de Omã. As embarcações estão agrupadas em mar aberto e ao largo das costas de grandes produtores de petróleo do Golfo, como Iraque e Arábia Saudita, além do Catar, um dos maiores exportadores globais de gás natural liquefeito (GNL).
“A Guarda Revolucionária alertou diversas embarcações de que, devido às condições de insegurança ao redor do estreito resultantes da agressão militar dos Estados Unidos e de Israel e das respostas do Irã, a passagem pelo estreito é atualmente insegura”, afirmou a Tasnim, citando a Guarda.
Segundo a agência, o Irã atingiu 14 bases norte-americanas na região. Os ataques ocorreram em retaliação à ofensiva dos Estados Unidos e de Israel. O centro de segurança marítima de Omã informou que um petroleiro, chamado “Skylight”, sofreu ataque a cerca de cinco milhas náuticas da costa de Masandam. Quatro pessoas ficaram feridas.
Bloqueio no Estreito de Ormuz ameaça até um quarto do petróleo global
Segundo a U.S. Energy Information Administration, um bloqueio no Estreito de Ormuz pode reter de 20% a 25% do petróleo exportado no mundo. O volume ultrapassa 20 milhões de barris por dia. O bloqueio tende a provocar disparada imediata nos preços da commodity. O Brent pode superar US$ 100 por barril. Além disso, cerca de um quinto do comércio mundial passa pelo local.
A maior parte do petróleo que passa pelo estreito segue para a Ásia. Metade do fornecimento da China, maior importadora global, vem da região. No Japão, a fatia chega a 90%. A Administração Marítima dos Estados Unidos orientou navios comerciais a evitar o Golfo Pérsico. A recomendação inclui o Estreito de Ormuz.
Um relatório de 2025 da Administração de Informação Energética dos EUA apontou poucas alternativas para escoar o petróleo caso o estreito seja fechado.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos possuem infraestrutura limitada de oleodutos para contornar o Estreito de Ormuz. No entanto, a maior parte do petróleo do Golfo não dispõe de rotas alternativas para deixar a região.
Com informações da EFE.








