
Estudantes de Brasília organizaram um protesto nesta terça-feira (19) para pedir a liberdade das integrantes do grupo musical russo Pussy Riot às vésperas da visita do primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev, ao Brasil.
O protesto aconteceu na Universidade de Brasília durante o ato no qual a agência espacial russa "Roscosmos" inaugurou uma estação de monitoramento do Sistema Global de Navegação por Satélite (Glonass).
Esta estação, a primeira localizada fora da Rússia, é um componente importante para reduzir o erro de posicionamento do sistema, que na prática oferece um serviço de navegação no mundo todo em tempo real similar ao Sistema de Posicionamento Global (GPS).
Os estudantes carregavam cartazes com um arco íris, um dos símbolo da comunidade gay, uma suástica e mensagens nas quais pediam a libertação das duas integrantes do grupo Pussy Riot e o fim da perseguição de homossexuais na Rússia.
Em agosto do ano passado, as Pussy Riot foram condenadas a dois anos de prisão após serem declaradas culpadas por "vandalismo motivado por ódio religioso".
Maria Alejina, Nadezhda Tolokónnikova e Yekaterina Samutsévich foram acusadas por encenarem uma prece contra Vladimir Putin, hoje presidente e então primeiro-ministro e candidato presidencial, na catedral ortodoxa moscovita de Cristo Salvador, em 1 de fevereiro de 2012.
Tolokónnikova e Alejina permanecem na prisão, enquanto Samutsévich obteve a liberdade condicional em outubro.
O protesto acontece um dia antes da visita de Medvedev ao Brasil, onde se reunirá com a presidente Dilma Rousseff, com quem tratará de acordos na área de defesa.
Depois, o líder russo irá inaugurar, ao lado do vice-presidente Michel Temer, a VI Assembleia do Comitê de Cooperação Russo-Brasileira, que tratará sobre diversos assuntos de cooperação em comércio, investimentos, ciência, energia, educação e defesa.



