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Diosdado Cabello

EUA alertam “número dois” do chavismo que ele pode ser o próximo alvo se não cooperar

O ditador Nicolás Maduro em abril ao lado do titular do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, durante homenagem a Hugo Chávez, em Caracas (Foto: EFE/ Rayner Peña R)

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O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, pode ser o próximo da lista a ser alvo de uma operação dos EUA caso não coopere com as exigências do país para a transição política depois da captura de Nicolás Maduro.

Considerado o "número dois" do chavismo e um aliado leal do ditador deposto, Cabello foi alertado pelo governo americano sobre as consequências de se rebelar contra as ordens de Washington, segundo fontes consultadas pela agência Reuters.

O recado foi transmitido por emissários dos EUA, que o alertaram que qualquer tentativa de minar o plano de Washington para a Venezuela resultaria em um destino semelhante ao de Maduro para ele.

O ministro é reconhecido internacionalmente por comandar a política repressiva da ditadura chavista, marcada por graves violações de direitos humanos. Com isso, os EUA avaliam se ele é uma figura de confiança no regime nesse período de transição liderado pela ditadora interina Delcy Rodríguez.

De acordo com a fonte, autoridades do governo Trump estão especialmente preocupadas com o histórico de Cabello e sua rivalidade com Rodríguez, que podem se tornar obstáculos para os planos da Casa Branca na Venezuela. Na visão de Washington, o aliado de Maduro pode atuar como um elemento desestabilizador, provocando sabotagens, por exemplo.

Em contrapartida, os EUA avaliam os efeitos da captura do chavista. Uma das linhas de análise de assessores da Casa Branca apontam que uma nova operação para remover Cabello da Venezuela geraria forte instabilidade devido à sua forte influência entre unidades repressivas pró-regime, como os coletivos, que poderiam invadir as ruas e provocar terror generalizado contra a população.

Dias depois da captura de Maduro, o The Wall Street Journal divulgou uma reportagem na qual revelou que uma análise confidencial da Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA, na sigla em inglês), compartilhada com o presidente Donald Trump, teria influenciado a decisão de manter o regime chavista no poder da Venezuela, justamente visando evitar mais instabilidade.

As fontes consultadas em condição de anonimato disseram que o relatório da CIA citava Delcy Rodríguez e outras duas figuras importantes do regime venezuelano como possíveis governantes interinos capazes de manter a ordem interna. Apesar de não terem sido citados os nomes dessas outras figuras, os dois principais articuladores de poder aliados de Maduro que permanecem em esferas de influência na Venezuela são o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López.

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