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O governo dos Estados Unidos deu início nesta quarta-feira (14) à segunda fase do plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza, que inclui a desmilitarização do território palestino, a criação de um governo tecnocrata de transição e a exclusão do grupo terrorista Hamas da administração local, segundo anúncio oficial feito por Washington.
O enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, confirmou que esta nova etapa corresponde à chamada “fase dois” do plano de 20 pontos destinado a encerrar o conflito em Gaza. Em publicação nas redes sociais, Witkoff afirmou que o processo avança agora do cessar-fogo para a “desmilitarização, governança tecnocrática e reconstrução” do enclave palestino, conforme diretrizes estabelecidas pelo governo Trump.
Segundo Witkoff, essa fase prevê a formação de um Comitê Nacional palestino para administrar a Faixa de Gaza de forma temporária, composto por tecnocratas, além da reconstrução integral do território e do desarmamento de todo pessoal considerado não autorizado. Conforme o enviado, o plano também estabelece a retirada de capacidades militares que possam representar ameaça futura a Israel.
Witkoff advertiu que os Estados Unidos esperam que o Hamas cumpra integralmente suas obrigações previstas na fase um do acordo. Segundo ele, isso inclui a devolução imediata do corpo do último refém morto ainda em poder do grupo terrorista.
“Caso contrário, as consequências serão graves”, afirmou Witkoff, conforme divulgado oficialmente.
A primeira fase do plano, iniciada em outubro do ano passado, incluiu a implementação do cessar-fogo, a libertação dos reféns mantidos pelo Hamas e a ampliação da entrada de ajuda humanitária em Gaza. De acordo com Witkoff, esse estágio permitiu a entrega de “ajuda humanitária histórica”, manteve a trégua em vigor e possibilitou o retorno de todos os reféns vivos, além de 27 dos 28 reféns mortos.
Witkoff agradeceu publicamente a atuação de Egito, Turquia e Catar como mediadores nas negociações entre Israel e o Hamas, segundo comunicado divulgado pelo governo americano.
Até o momento, os Estados Unidos não detalharam a composição do governo tecnocrata de transição que deverá administrar Gaza. Segundo informações oficiais, essa estrutura será supervisionada por um Conselho de Paz, que terá como presidente o próprio Donald Trump.
Um dos pontos mais sensíveis da nova etapa é o desarmamento do Hamas. Em dezembro, conforme declarou o secretário de Estado Marco Rubio, esse desarmamento poderia ser parcial, e não necessariamente total, desde que o grupo seja efetivamente incapaz de realizar ataques contra Israel no futuro.







