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Agência da ONU

EUA anunciam saída efetiva da OMS e dizem que não pagarão cotas pendentes

Sede da OMS em Genebra, na Suíça: retirada efetiva da agência da ONU cumpre ordem executiva assinada por Trump em 2025 (Foto: MARTIAL TREZZINI/EFE/EPA)

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Os Estados Unidos oficializaram na quinta-feira (22) sua saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), uma decisão que parte de uma ordem executiva assinada em 2025 pelo presidente do país, Donald Trump.

No dia do seu retorno à Casa Branca, 20 de janeiro de 2025, Trump assinou uma ordem executiva com um aviso formal de retirada dos EUA da agência das Nações Unidas especializada em saúde.

Trump, que já tinha iniciado em seu primeiro mandato (2017-2021) o processo para retirar o país da organização, alegando má gestão da pandemia de Covid-19, voltou a insistir nesse ponto na ordem executiva que assinou no ano passado.

No texto, ele também criticou o papel da OMS em “outras crises sanitárias mundiais”, sua incapacidade de implementar reformas e “sua falta de independência diante da influência política indevida” de outros países-membros, uma referência direta à China.

Um funcionário do Departamento de Saúde americano ressaltou nesta quinta-feira à imprensa que seu país chegou a pagar 25% do orçamento da OMS, que a entidade nunca teve um diretor-geral americano e que a própria agência tentou evitar que outros países pagassem mais cotas devido à grande carga que Washington suportava.

“Existem diversos exemplos, tanto recentes como históricos, das deficiências da OMS, mas o ponto principal é que lhes pagávamos, confiávamos neles e eles falharam e não assumiram nenhuma responsabilidade por seu fracasso”, acrescentou o funcionário.

“Continuaremos trabalhando com os países e os ministérios da Saúde, como fizemos durante décadas, e continuaremos desenvolvendo essas relações e utilizando-as de uma maneira que seja mutuamente benéfica e que respeite a soberania tanto do nosso país quanto a de outros países”, afirmou.

Quando a OMS foi fundada, em 1948, os EUA se uniram à entidade mediante uma resolução conjunta do Congresso na qual se estipulou que se reservava ao país, diferentemente dos demais membros, o direito de se retirar da agência.

Outro funcionário do governo americano afirmou ontem, em relação às cotas que Washington tem a pagar, que os termos da resolução de 1948 não incluem nada relativo a que, como condição para sair da OMS, “se deva realizar qualquer pagamento antes que a retirada se torne efetiva”.

O governo Trump insistiu em várias ocasiões que não tem intenção de quitar suas cotas correspondentes ao período 2024-2025, que se estima que sejam de US$ 260 milhões a US$ 280 milhões.

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Conteúdo editado por: Fábio Galão

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