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O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou sanções econômicas nesta quinta-feira (15) contra agentes do regime do Irã e operadoras financeiras que agem a serviço da ditadura islâmica, devido à repressão contra os manifestantes que participam de protestos iniciados no final de dezembro.
O nome mais importante entre os sancionados foi Ali Larijani, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, que o OFAC descreveu em comunicado como sendo “responsável por coordenar a resposta aos protestos em nome do líder supremo do Irã [Ali Khamenei] e ordenou publicamente que as forças de segurança iranianas usem a força para reprimir manifestantes pacíficos”.
Também foram alvos de sanções Mohammad Reza Hashemifar, comandante das Forças de Aplicação da Lei do Irã (LEF) na província de Lorestan; Nematollah Bagheri, comandante da Guarda Revolucionária Islâmica na mesma província; Azizollah Maleki e Yadollah Buali, comandantes da LEF e da Guarda Revolucionária, respectivamente, na província de Fars.
O OFAC aplicou sanções também contra operadoras financeiras com atuação no Irã, Emirados Árabes, Singapura e Reino Unido que seriam usadas para lavar dinheiro do petróleo canalizado para financiar a repressão contra a população iraniana e grupos terroristas apoiados por Teerã.
“Os Estados Unidos apoiam firmemente o povo iraniano em seu apelo por liberdade e justiça”, disse na nota o secretário do Tesouro, Scott Bessent.
As medidas do Departamento do Tesouro incluem bloqueio de todos os bens dos visados que estejam nos Estados Unidos ou em posse ou controle de americanos; bloqueio de empresas ou outras organizações que tenham participação de 50% ou mais dos citados; e proibição de pessoas nos Estados Unidos ou em trânsito no território americano de fazer transações financeiras e comerciais com os sancionados, exceto em caso de licença emitida pelo OFAC.
De acordo com ONGs internacionais, mais de 2,6 mil pessoas já foram mortas pelas autoridades de segurança do Irã e outras milhares foram presas na repressão aos protestos iniciados no final de dezembro em razão da crise econômica no país persa, mas cujas reivindicações agora incluem a queda do regime islâmico.
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