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As forças armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra a ilha de Qeshm, no Irã, nesta segunda-feira (2), poucas horas antes da abertura das urnas para as midterms, as eleições de meio de mandato presidencial americanas.
Segundo informações do The Wall Street Journal e da emissora CNN, fontes do governo Donald Trump relataram que a operação foi “limitada” e “defensiva” e teve o objetivo de proteger ativos dos Estados Unidos na região.
Ações semelhantes já haviam sido realizadas nos dias anteriores de forma sigilosa, relatou o WSJ.
Uma das autoridades disse à CNN que a ofensiva americana ocorreu em resposta a disparos do Irã contra uma aeronave dos EUA.
“Esta foi uma medida defensiva contra o uso, pelos iranianos, de mísseis terra-ar contra ativos dos EUA”, relatou outra autoridade americana à emissora.
Entre a semana passada e o início desta, o Irã afirmou ter atacado drones americanos no Oriente Médio e ter abatido dois drones de reconhecimento dos EUA sobre a ilha de Qeshm.
Localizada ao norte do Estreito de Ormuz, a ilha é vital para os esforços do regime islâmico de tentar controlar a passagem estratégica.
Devido à proteção americana, o fluxo de petróleo bruto em Ormuz se aproximou dos níveis pré-guerra nos últimos meses, mas os preços seguem altos porque os patamares de transporte de derivados ainda estão abaixo dos registrados até fevereiro (quando o conflito começou) e porque há a expectativa de que os EUA retomem ataques em grande escala ao Irã após as midterms.







