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O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atribuiu o início da libertação de presos políticos na Venezuela, nesta quinta-feira (8), à estratégia de “máxima pressão” adotada por Washington após a captura do ditador Nicolás Maduro em Caracas, durante operação realizada no sábado (3). A avaliação foi feita pela Casa Branca ao comentar o anúncio oficial do regime chavista.
Segundo a porta-voz adjunta da Casa Branca, Anna Kelly, a libertação dos detidos é um exemplo direto do uso da pressão política e diplomática pelo governo Trump.
“Este é um exemplo de como o presidente está usando a máxima pressão para fazer o que é correto tanto para o povo americano quanto para o venezuelano”, afirmou.
O posicionamento dos Estados Unidos veio após o presidente do Parlamento venezuelano, o chavista Jorge Rodríguez, anunciar que o regime decidiu libertar “um número importante” de cidadãos venezuelanos e estrangeiros presos por razões políticas. Segundo Rodríguez, a medida seria um “gesto unilateral” com o objetivo de preservar a paz e a convivência no país, e os procedimentos de libertação já teriam sido iniciados.
Rodríguez não detalhou quantas pessoas serão libertadas nem o cronograma do processo. Organizações de direitos humanos estimam que a Venezuela mantenha entre 800 e 900 presos políticos, a maioria detida durante o período em que Maduro esteve no poder.







