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Profissional prepara dose de vacina da Pfizer contra Covid-19 em hospital de Bangcoc, 9 de agosto. A Tailândia é um dos países que começou a distribuir doses de reforço, para trabalhadores da saúde
Profissional prepara dose de vacina da Pfizer contra Covid-19 em hospital de Bangcoc, 9 de agosto. A Tailândia é um dos países que começou a distribuir doses de reforço, para trabalhadores da saúde| Foto: EFE/EPA/NARONG SANGNAK

A agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês), autorizou na noite de quinta-feira (12) a administração de uma terceira dose das vacinas contra Covid-19 da Pfizer e da Moderna para determinadas pessoas com sistemas imunológicos debilitados por doenças, tratamentos médicos ou transplantes.

Em seguida, na sexta-feira, um painel do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA recomendou a terceira dose das vacinas contra coronavírus para as pessoas imunodeprimidas. A expectativa é que, depois da recomendação dos especialistas, a diretora dos CDC, Rochelle Walensky, dê a aprovação final para uma terceira dose nas próximas horas. A aplicação poderá começar já neste fim de semana, segundo informou o jornal Washington Post.

Na noite anteior, o FDA, que é uma agência americana equivalente à Anvisa, atualizou a autorização para o uso de emergência dessas duas vacinas para permitir a aplicação da dose de reforço em pacientes imunocomprometidos, especificamente aqueles que receberam transplante de órgãos sólidos ou os que foram diagnosticados com condições que causam um nível equivalente de imunossupressão.

"O país entrou em mais uma onda da pandemia da Covid-19 e o FDA está especialmente ciente de que pessoas imunocomprometidas estão particularmente sob risco de doença grave", afirmou Janet Woodcock, comissária em exercício do FDA. "Após uma revisão completa dos dados disponíveis, o FDA determinou que esse grupo pequeno e vulnerável pode se beneficiar de uma terceira dose das vacinas da Pfizer-BioNTech ou da Moderna", explicou.

As pessoas com comprometimento do sistema imunológico similar ao de indivíduos que passaram por transplantes têm menor capacidade de combater doenças infecciosas e são mais vulneráveis a infecções como a Covid-19. O CDC estima que essa população represente menos de 3% dos adultos no país.

Janet Woodcock esclareceu que as pessoas fora desses grupos que foram completamente vacinadas estão "adequadamente protegidas e não precisam de uma dose adicional de vacina da Covid-19 neste momento".

Especialistas do CDC recomendam terceira dose

Um painel de especialistas do CDC se reuniu nesta sexta-feira para avaliar as evidências científicas que apoiaram a decisão do FDA e para debater a recomendação da dose de reforço para os imunodeprimidos.

O comitê sobre práticas de imunização aprovou a dose adicional das vacinas de Pfizer e Moderna, mas não discutiu a possibilidade de uma segunda injeção da vacina de dose única da Johnson & Johnson devido à insuficiência de dados. A aprovação final será da diretora do CDC e pode ocorrer ainda hoje.

O diretor do Centro de Avaliação e Pesquisa Biológica da FDA, Peter Marks, disse ao painel que as doses adicionais pareciam "moderadamente eficazes" na proteção dos pacientes, noticiou o Washington Post.

Tratamento

O FDA recomendou ainda que indivíduos imunodeprimidos que sejam infectados pelo coronavírus discutam com os seus médicos as opções de tratamento com anticorpos monoclonais. Tanto os EUA quanto o Brasil autorizaram o uso emergencial de alguns tratamentos com anticorpos monoclonais em pacientes de Covid-19 em hospitais.

Nos Estados Unidos, a vacina anticovid da Pfizer é usada em pessoas com 12 anos ou mais, enquanto a da Moderna é distribuída para quem tem 18 anos ou mais. Os dois imunizantes de mRNA são administrados em duas doses, e os EUA adotam o intervalo de três semanas para o da Pfizer e de um mês para o da Moderna. O FDA permitiu a aplicação da terceira dose das vacinas no grupo alvo pelo menos 28 dias depois da aplicação da segunda.

A imprensa local revelou que algumas pessoas nos Estados Unidos se aproveitaram da falta de controles rigorosos para receber uma terceira dose sem que esta tenha sido aprovada ou recomendada pelas autoridades.

Alguns países já começaram a aplicar doses de reforço de vacinas da Covid-19 em idosos e outros grupos, com base em estudos que demonstraram uma queda na imunidade com o tempo.

Atualização

O texto foi atualizado com a decisão do painel de especialistas do CDC.

Atualizado em 13/08/2021 às 17:57
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