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O governo dos Estados Unidos notificou o Congresso americano na semana passada que autorizou a venda de 100 mísseis FIM-92K Stinger Block I ao governo do Brasil. A notificação foi divulgada pelo Departamento de Estado em comunicado publicado no último dia 11 no qual Washington vinculou a compra ao reforço da segurança territorial brasileira e a operações contra o narcotráfico.
Segundo o Escritório de Assuntos Político-Militares do Departamento de Estado, a negociação tem custo estimado de US$ 330 milhões (cerca de R$ 1,67 bilhão, na cotação mais recente). Os mísseis foram vendidos no âmbito de um pacote que inclui ainda lançadores, assistência de engenharia, apoio à integração, suporte técnico e serviços logísticos.
De acordo com o comunicado do Departamento de Estado, a venda permitirá que o Brasil assuma “maior responsabilidade por sua própria segurança territorial” e por “operações contra o narcoterrorismo dentro de suas fronteiras e em sua área regional”. A pasta também afirmou que a aquisição ajudará o país a enfrentar ameaças atuais e futuras ao ampliar sua capacidade de defesa aérea.
O Departamento de Estado afirmou que os mísseis Stinger apoiarão os esforços de modernização da defesa brasileira e ajudarão na proteção do espaço aéreo sul-americano contra operações de tráfico ilícito. Segundo Washington, o Brasil não terá dificuldade para incorporar os equipamentos às suas Forças Armadas.
A autorização ocorre poucas semanas depois de os Estados Unidos classificarem as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O anúncio foi feito em maio pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio, que classificou os dois grupos como as organizações criminosas mais violentas do Brasil.
O Stinger integra um sistema portátil de defesa antiaérea de curto alcance, usado para atingir aeronaves, helicópteros e outros alvos aéreos em baixa altitude. O equipamento é guiado por sistema infravermelho e pode ser transportado por tropas em campo, o que permite defesa aérea em nível tático.
Apesar da justificativa americana vinculada ao combate ao narcotráfico, o uso planejado pelo Exército Brasileiro deve estar ligado principalmente à modernização da defesa antiaérea. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo, os Stinger devem substituir o antigo sistema russo Igla-S, atualmente em uso no Exército e na Força Aérea Brasileira.
Ainda de acordo com o jornal, o mais provável é que os novos mísseis sejam destinados a brigadas de pronta resposta e a grupos de artilharia antiaérea de baixa altura das Divisões de Exército e dos Comandos Militares de Área. A destinação final do material deverá ser definida em reunião do Alto-Comando do Exército.










