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Ditadura de Miguel Díaz-Canel

EUA cobram reformas reais em Cuba antes que “seja tarde demais”

Rubio endurece discurso contra Cuba e exige reformas do regime.
Rubio endurece discurso contra Cuba e exige reformas do regime. (Foto: Shawn Thew/Agência EFE)

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou neste sábado (11) que Washington manterá a pressão sobre o governo de Cuba e usará “todas as ferramentas à sua disposição” para cobrar mudanças políticas e econômicas na ilha.

A declaração ocorreu no aniversário de cinco anos dos protestos de 11 de julho de 2021, que levaram milhares de cubanos às ruas contra a crise econômica, a falta de energia e as restrições políticas. Segundo Rubio, qualquer avanço nas relações entre os dois países depende de reformas promovidas pelo governo de Havana.

“O presidente Trump e eu queremos um futuro melhor para Cuba e seu povo. Enquanto o povo clama por reforma, os senhores comunistas de Cuba continuam a consolidar o controle econômico, roubar, esconder no exterior os poucos recursos que restam e culpar os outros por seus fracassos”, afirmou Rubio.

EUA cobram mudanças políticas e econômicas em Havana

Segundo o chefe da diplomacia americana, os Estados Unidos ofereceram apoio para a reconstrução de Cuba e para uma nova etapa de relacionamento bilateral. No entanto, Rubio condicionou qualquer aproximação à abertura econômica e à ampliação das liberdades políticas.

Além disso, o secretário afirmou que Cuba representa uma ameaça à segurança nacional americana por manter relações com países considerados adversários estratégicos de Washington, como China, Rússia e Irã.

“Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas à nossa disposição para enfrentar as ameaças à segurança nacional representadas pelo regime comunista cubano. Os líderes de Cuba devem simplesmente escolher se comprometer com reformas reais, paz e prosperidade – antes que seja tarde demais”, disse Rubio.

Crise energética aumenta tensão entre Washington e Havana

A manifestação ocorre após o aumento das tensões entre os dois países desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca. Filho de imigrantes cubanos, Rubio assumiu papel central na defesa de uma política mais rígida contra o governo de Miguel Díaz-Canel.

Enquanto isso, Cuba enfrenta uma nova crise energética. Na semana passada, a rede elétrica nacional sofreu outro colapso e deixou cerca de 10 milhões de pessoas sem fornecimento de energia, segundo a União Elétrica de Cuba (UNE).

Por outro lado, Washington ampliou sanções contra Havana e justificou as medidas pela aproximação do governo cubano com Rússia, China e Irã. Nas últimas semanas, Rubio também mencionou a possibilidade de uma ação semelhante à operação americana na Venezuela, que terminou com a captura de Nicolás Maduro.

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