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O assessor de segurança interna da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que os Estados Unidos consideram que a Groenlândia deveria passar a integrar o território americano como parte de uma estratégia para proteger a região do Ártico e os interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo Miller, os Estados Unidos são a principal potência militar da Otan e, por isso, teriam responsabilidade direta na defesa do flanco ártico da aliança.
“Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, protejam e defendam a Otan e os interesses da Otan, é evidente que a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos”, afirmou o assessor.
Nesta segunda-feira (5), o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, pediu que se evitasse “pânico” diante das falas vindas de Washington e afirmou que não existe qualquer cenário de conquista ou anexação do território pelos Estados Unidos.
“Não estamos em uma situação em que os Estados Unidos possam conquistar a Groenlândia. Não há motivo para pânico”, declarou Nielsen em entrevista coletiva em Nuuk. Segundo ele, o governo groenlandês está aberto a aprofundar a cooperação com Washington, inclusive no âmbito da Otan.
A fala de Miller ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterar publicamente neste final de semana que o país “precisa” da Groenlândia por razões de segurança nacional. Segundo Trump, a presença crescente de Rússia e China no entorno do território ártico representa um risco estratégico que a Dinamarca não teria condições de enfrentar sozinha.
Com cerca de 57 mil habitantes distribuídos em um território de 2,1 milhões de quilômetros quadrados, a Groenlândia depende economicamente da pesca e de subsídios anuais da Dinamarca, que cobrem aproximadamente metade de seu orçamento. Apesar disso, o território ocupa posição estratégica no Ártico, região cada vez mais disputada por potências globais em razão de rotas marítimas, recursos naturais e presença militar.
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