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A secretária de Imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse nesta quarta-feira (7) que os Estados Unidos continuarão “ditando” decisões do regime interino da Venezuela, um dia após a ditadora provisória do país, Delcy Rodríguez, ter afirmado que “nenhum agente externo” está governando o país caribenho.
Em entrevista coletiva, Leavitt alegou que o governo Donald Trump está em contato direto com o regime de Rodríguez e que Washington tem “máxima influência” nessas conversas.
“Continuamos em estreita coordenação com as autoridades interinas e suas decisões continuarão a ser ditadas pelos Estados Unidos da América”, disse a porta-voz.
Na terça-feira (6), Rodríguez, que assumiu a liderança do regime chavista após a captura do ditador Nicolás Maduro por forças americanas no sábado (3), disse que “o governo venezuelano administra nosso país, ninguém mais”. “Não há nenhum agente externo governando a Venezuela”, alegou.
Nesta quarta-feira, o secretário de Energia americano, Chris Wright, disse que os Estados Unidos controlarão a venda de petróleo da Venezuela por tempo “indeterminado” e depositarão o dinheiro resultante dessas transações em contas controladas por Washington.
“Vamos colocar no mercado o petróleo bruto que está saindo da Venezuela, primeiro este petróleo retido, e então, indefinidamente, daqui para frente, nós venderemos a produção que sair da Venezuela no mercado”, declarou Wright em uma conferência energética do grupo financeiro Goldman Sachs em Miami, segundo informações da agência EFE.
O anúncio foi feito depois que Trump relatou na noite de terça-feira que o regime provisório da Venezuela vai entregar até 50 milhões de barris de petróleo aos Estados Unidos e que esse produto será vendido e o dinheiro será controlado pelo presidente americano.
Hoje, o governo dos EUA confirmou a apreensão do navio-tanque de bandeira russa Marinera, anteriormente conhecido como Bella 1, e do Sophia, no Oceano Atlântico e no Mar do Caribe, respectivamente, em meio ao bloqueio de petroleiros saindo ou chegando à Venezuela determinado por Trump em dezembro.







