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Justiça

EUA entram com ação para invadir conta no Google de colaborador do WikiLeaks

O pedido dos EUA, expedido em janeiro deste ano, inclui a obtenção do endereço eletrônico de todas as pessoas que se comunicaram com Appelbaum nos últimos dois anos

O governo dos Estados Unidos entrou com uma ordem judicial para forçar o Google e um pequeno provedor de Internet a entregar informações das contas de email de Jacob Appelbaum, um colaborador voluntário do WikiLeaks, informou o jornal "Wall Street Journal".

O pedido dos EUA, expedido em janeiro deste ano, inclui a obtenção do endereço eletrônico de todas as pessoas que se comunicaram com Appelbaum nos últimos dois anos, apesar de não exigir o conteúdo dos emails.

Segundo o jornal americano, o provedor Sonic.net tentou bloquear o pedido de Washington, embasado em uma lei de 1986 que permite que o governo americano tenha acesso ao email ou ao celular de qualquer cidadão sem mandado de busca. Além disso, a lei determina que o investigado não precisa ser avisado que teve informações invadidas. A maioria deles, na verdade, nunca descobrem a operação.

"(Desafiar a ordem) Era mais caro, mas nos pareceu a coisa certa a fazer", disse o chefe-executivo do Sonic.net, que contou ter perdido a ação contra o governo.

O Google não quis comentar o assunto, mas pessoas próximas à investigação garantem que a empresa tentou desafiar a ordem de Washington e lutou para que Appelbaum fosse informado da operação.

Appelbaum, de 28 anos, trabalha na Tor Project, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve ferramentas gratuitas para ajudar pessoas a se manterem anônimas na internet. O WikiLeaks encoraja seus colaboradores a usarem a ferramenta quando forem enviar documentos secretos para o site.

No final do ano passado, o WikiLeaks enfureceu Washington ao publicar milhares de telegramas e documentos diplomático secreto em seu site. O vazemento foi motivo de grande constrangimento para os EUA, que desde então tenta travar uma grande investigação criminal contra Julian Assange e seus colaboradores.

Neste ano, o Twitter desafiou uma ordem judicial parecida para entregar detalhes das contas de diversos simpatizantes de WikiLeaks, incluindo Appelbaum.

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