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Um funcionário do Departamento de Estado americano informou nesta sexta-feira (9) que o governo de Donald Trump enviou uma delegação de diplomatas à Venezuela para explorar a possibilidade de reabrir a embaixada americana no país caribenho, após a operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
"Em 9 de janeiro, pessoal diplomático e de segurança do Escritório dos EUA na Venezuela (VAU), incluindo o encarregado de negócios John T. McNamara, viajou a Caracas para realizar uma avaliação inicial com vistas a uma possível retomada gradual das operações", revelou a fonte, sob condição de anonimato à Agência EFE.
O presidente dos EUA, Donald Trump, já havia informado no domingo, um dia após as forças especiais americanas capturarem Maduro e o levarem a Nova York para responder por acusações de narcoterrorismo, que Washington está considerando reabrir a embaixada americana no país caribenho.
A embaixada, localizada em Baruta, na região metropolitana de Caracas, foi fechada em 2019, depois que o próprio Nicolás Maduro declarou o rompimento das relações bilaterais com os EUA.
Desde então, Washington tem lidado com assuntos relacionados ao país sul-americano por meio do Escritório de Assuntos da Venezuela, localizado na embaixada em Bogotá.
Após a prisão de Maduro, Trump, por ora, descartou os principais líderes da oposição venezuelana e optou por um governo interino liderado pela representante do chavismo Delcy Rodríguez para governar a Venezuela sob a administração de Washington, que, segundo ele, poderá durar anos.
Líder opositora se reunirá com Trump nos EUA na próxima semana
Na quinta-feira (8), o presidente Trump anunciou que a líder da oposição venezuelana, Maria Corina Machado, estará em Washington D.C. na próxima semana, ocasião na qual deve se reunir com ela para discutir o futuro da Venezuela.
Em entrevista à Fox News, o republicano descreveu Machado como “uma boa pessoa” e disse que gostaria de "cumprimentá-la" durante a passagem pelo país.
O apresentar da emissora Sean Hannity perguntou ao presidente se ele aceitaria o Prêmio Nobel da Paz concedido à líder da oposição venezuelana que o ofereceu a ele por ordenar a operação militar que capturou o ditador Nicolás Maduro. Trump respondeu que "seria uma grande honra".
As declarações de Trump contrastaram fortemente com as que ele fez após a prisão de Maduro em 3 de janeiro, quando questionou a capacidade de Machado de liderar a Venezuela nesse período de transição porque ela "não tem apoio nem respeito" no país. Com isso, seu governo permitiu a continuidade temporária da ditadura chavista com Delcy Rodríguez, vice de Maduro, no poder.
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