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O governo dos EUA tem estudado a possibilidade de retirar mais sanções ao petróleo russo, com o intuito de aumentar a oferta do suprimento global e controlar a alta dos preços — registrada principalmente após o início da guerra contra o Irã.
A possibilidade foi levantada pelo secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, na última sexta-feira. A declaração de Bessent foi dada à rede de televisão Fox Business, um dia após o próprio secretário ter anunciado uma isenção temporária de 30 dias para que a mercadoria russa possa ser vendida nas refinarias da Índia, país ao qual os EUA havia pedido que interrompesse as transações de petróleo com o regime de Vladimir Putin.
"Os indianos têm sido muito bons agentes. Pedimos que parassem de comprar petróleo russo sancionado neste outono (no hemisfério norte). Eles o fizeram. Iriam substituí-lo por petróleo americano, mas, para aliviar a escassez temporária de petróleo em todo o mundo, demos permissão para que aceitem o petróleo russo", declarou o secretário.
No mês passado, em encontro com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, o presidente americano Donald Trump solicitou que o país interrompesse a compra de petróleo venezuelano, medida que, segundo Trump, ajudaria a pôr fim à guerra na Ucrânia ao prejudicar os cofres russos.
Os russos, por sua vez, têm tentado escoar sua produção de petróleo e gás natural liquefeito (GNL) a outros mercados, desde que as sanções de países da América do Norte e da Europa foram impostas ao regime de Putin desde o início da invasão na Ucrânia.






