
O Departamento de Segurança Doméstica dos EUA determinou ontem que as companhias aéreas chequem com mais rapidez a chamada "no-fly list, com nomes de pessoas proibidas de viajar de avião. Até ontem, as empresas tinham 24 horas para verificar possíveis atualizações na lista. A partir de agora, devem fazê-lo a cada duas horas.
O nome do suspeito Faisal Shahzad, 30 anos, que admitiu ter tentado detonar uma bomba na Times Square, em Nova Iorque, no sábado, foi adicionado à lista por volta das 12h30 (locais) de segunda-feira, a pedido do FBI.
Minutos depois, todas as companhias aéreas receberam uma notificação de atualização da lista. Mesmo assim, o paquistanês naturalizado americano conseguiu comprar uma passagem de Nova Iorque para Dubai, às 19h35, em dinheiro. O governo só localizou o acusado quando, após o embarque, a Emirates enviou ao Departamento de Segurança a lista completa de passageiros.
Às 23 h locais, analistas descobriram que Shahzad estava a bordo do voo para Dubai, de onde pretendia viajar ao Paquistão. Pouco depois, quando o avião estava prestes a decolar, ele foi preso. "Estava esperando vocês. São da polícia de Nova IOrque ou do FBI?, disse Shahzad, ao ser abordado. Eram agentes da imigração americana.
Para os envolvidos na investigação, ele já sabia que estava sendo procurado por causa da divulgação de que o Pathfinder usado no crime havia sido comprado em Connecticut.
Extremistas
Os EUA ainda tentam descobrir possíveis ligações de Shahzad com grupos terroristas. Ao ser interrogado, na terça-feira, o suspeito afirmou ter recebido treinamento no Paquistão.
Ontem, o Taleban paquistanês, que reivindicara a autoria do atentado, negou à CNN conexões com o suspeito. Azam Tariq, porta-voz da organização, afirmou, porém, que Shahzad agiu "muito bem. Ele ameaçou os Estados Unidos ao dizer que integrantes do grupo foram enviados ao país e que os "resultados serão evidentes em breve.
Horas depois, porém, uma fonte da polícia paquistanesa afirmou à CNN que o suspeito se encontrou com "um ou mais líderes do Taleban no país em julho de 2009.



