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Guerra contra o Irã?

EUA iniciam retirada de funcionários de embaixada no Líbano em meio a tensão com o Irã

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O aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente dos EUA, Donald Trump: países protagonizam um cenário de ameaças, demonstrações de força militar e risco real de escalada no Oriente Médio. (Foto: Abedin Taherkenareh/Aaron Schwartz/EFE/EPA)

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O governo dos Estados Unidos começou a retirar nesta segunda-feira (23) funcionários não essenciais e familiares da embaixada americana em Beirute, capital do Líbano, em meio ao aumento das tensões com o Irã e ao risco de um possível conflito militar. A informação foi confirmada mais cedo por um alto funcionário do Departamento de Estado à agência Reuters.

O Departamento de Estado afirma que a medida é temporária e visa reduzir a presença diplomática na embaixada ao “pessoal essencial”.

“Avaliamos continuamente o ambiente de segurança e, com base em nossa revisão mais recente, determinamos ser prudente reduzir nossa presença (na embaixada em Beirute) ao pessoal essencial”, afirmou um alto funcionário dos EUA, sob condição de anonimato, de acordo com a Reuters. Ele acrescentou que a missão diplomática na capital libanesa “permanece operacional com equipe principal no local” e que a decisão busca garantir a segurança dos funcionários, sem interromper a assistência a cidadãos americanos que estão naquele país. Cerca de 50 pessoas já foram retiradas da embaixada no Líbano, disse uma fonte do Departamento de Estado à Reuters.

A retirada ocorre no momento em que Washington amplia sua presença militar no Oriente Médio para pressionar o regime do Irã a fechar um acordo sobre seu programa nuclear. os EUA já mobilizaram para a região um dos maiores contingentes navais dos últimos anos, com porta-aviões, destróieres posicionados no Mediterrâneo, no Mar Vermelho e no Golfo Pérsico, além do envio de dezenas de aeronaves de combate para reforçar a capacidade de resposta americana.

Na última semana, Trump afirmou que “coisas realmente ruins acontecerão” caso não haja um acordo com o Irã para encerrar ou limitar ao máximo seu programa nuclear. Em resposta, autoridades iranianas advertiram que, se o país for alvo de ataques americanos, poderão retaliar contra bases dos Estados Unidos no Oriente Médio.

O cenário de tensão coincide com a realização de uma nova rodada de negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã, prevista para ocorrer nesta quinta-feira (26), em Genebra.

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