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Uma fonte de um governo do Ocidente informada sobre as negociações disse nesta sexta-feira (12) à agência Reuters que um memorando entre os Estados Unidos e o Irã para interromper a guerra poderá ser assinado neste domingo (14).
Segundo a fonte, a meta é finalizar o texto do memorando até sábado (13) para que o acordo seja assinado no dia seguinte pelo vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, e pelo presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ambos envolvidos nas negociações. Genebra, na Suíça, foi apontada como o local mais provável para essa assinatura.
Fontes do governo do Irã disseram à Reuters que o memorando suspenderia as sanções ao petróleo iraniano, desbloquearia bilhões de dólares do país persa congelados pelos EUA e estabeleceria a cessação das hostilidades em todas as frentes, inclusive no Líbano, onde Israel enfrenta o grupo terrorista Hezbollah, aliado de Teerã.
Em troca, o Estreito de Ormuz, bloqueado quase totalmente pelo regime iraniano desde o início do conflito, seria reaberto.
O programa nuclear do Irã seria discutido posteriormente. Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra, em 28 de fevereiro, sob o argumento de que Teerã estava perto de obter armas nucleares; o regime persa sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos.
Na quinta-feira (11), o presidente americano, Donald Trump, disse que “pontos finais” de um acordo para encerrar o conflito foram aprovados e anunciou que os novos ataques contra o país persa prometidos para ontem foram cancelados.
Depois, em um evento virtual em apoio ao vice-governador da Geórgia, Burt Jones, que concorre ao cargo de governador, Trump disse que “hoje terminamos a guerra com o Irã”.
“Eles concordaram em nunca ter uma arma nuclear, algo que insistimos; esse era o objetivo principal. Isso representava 95% do acordo”, acrescentou o presidente americano, segundo informações da emissora CNN. O regime islâmico, porém, não confirmou por ora que um acordo foi fechado.











