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Guerra ao Terror

EUA pegaram diário de Bin Laden, afirmam fontes americanas

Funcionários norte-americanos disseram ontem que Osama bin Laden mantinha um diário escrito à mão onde registrava planos e ideias de operações. O diário foi apreendido durante a operação norte-americana que terminou com a morte do líder da Al-Qaeda.

O diário faz parte do conjunto de objetos apreendidos no local e que incluem cerca de cem pendrives e cinco computadores. O material foi levado pela força especial Seal, da Marinha norte-americana, que invadiu a residência de Bin Laden no Paquistão.

Os funcionários falaram em condição de anonimato porque não têm autorização para co­­mentar o que foi encontrado no esconderijo do terrorista sunita.

O líder da Al-Qaeda era conhecido por registrar seus pensamentos e acreditava-se que mantinha um diário. Um dos filhos de Bin Laden escreveu em seu livro de memórias que o pai costumava registrar pensamentos e planos.

Bin Laden morreu no dia 2 de maio durante uma operação de forças norte-americanas em Ab­­bottabad, cidade próxima da ca­­pital do Paquistão, Islamabad. O corpo do extremista foi jogado ao mar por tropas norte-americanas.

Rússia

O presidente da Rússia Dmitry Medvedev afirmou ontem que a morte do líder da Al-Qaeda Osa­­ma bin Laden pode ter impacto direto na segurança do país e exigiu mais medidas de proteção das embaixadas dos outros países.

"Alguns eventos no exterior podem refletir diretamente so­­bre nossos interesses e eventos dentro do nosso país", disse o presidente em um encontro sobre se­­gurança, de acordo com a agência de notícias RIA Novosti. "A eliminação dos terroristas – até mesmo pessoas em pé de igualdade com Bin Laden – tem efeito direto na segurança dentro da Rússia."

Medvedev também pediu me­­didas de proteção extras a serem observadas em embaixadas e es­­critórios de representação estrangeira de empresas estatais.

O Kremlin emitiu uma nota formal no dia 2 de maio saudando a eliminação de Bin Laden pe­­las forças especiais americanas no Paquistão. No entanto, os co­­mentários de Medvedev são os primeiros feitos em público so­­bre o assunto, no momento em que se espera que o líder russo discuta a operação quando visitar hoje o presidente paquistanês Asif Ali Zardari.

A Rússia tem relacionado a Al-Qaeda aos rebeldes que lutam contra as forças do governo nas repúblicas muçulmanas do norte do Cáucaso e Medvedev fez es­­se paralelo mais uma vez.

"Não é segredo que a rede terrorista da Al-Qaeda têm enviado e continua enviando seus emissários regularmente [à Rússia]", disse o presidente.

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