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EUA publicam mapa de coalizão contra o narcoterrorismo e deixam Brasil de fora

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca em agosto. (Foto: AL DRAGO/EFE/EPA/POOL)

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos publicou nesta quarta-feira (16) um mapa das Américas destacando os países que participam da coalizão liderada por Washington contra cartéis e organizações narcoterroristas. O Brasil aparece fora da área destacada na imagem. O país não integra a iniciativa criada pelo governo do presidente Donald Trump.

Na publicação feita no X, o Departamento de Estado afirmou que “organizações terroristas transnacionais são o mal” e defendeu uma atuação conjunta dos países da região para combatê-las.

“Precisamos trabalhar juntos para derrotá-las. É exatamente isso que estamos fazendo”, afirmou a pasta.

Post feito pelo Departamento de Estado dos EUA. (Foto: Reprodução/X/@StateDept)

A mensagem acompanha a imagem do Escudo das Américas, na qual os integrantes da iniciativa aparecem destacados em vermelho. O Brasil permanece em cinza, fora do grupo representado no mapa. A imagem ainda apresenta o lema “Unidos pela paz, segurança e prosperidade em todo o nosso hemisfério”.

O Departamento de Estado fez a publicação ao compartilhar um vídeo do anúncio da entrada do Peru no Escudo das Américas.

A adesão peruana foi formalmente anunciada durante a visita do secretário de Estado Marco Rubio a Lima. Na ocasião, ao explicar os objetivos da coalizão, Rubio afirmou que os grupos criminosos combatidos pela iniciativa não deveriam ser tratados apenas como organizações comuns.

“São grupos terroristas”, disse Rubio em entrevista coletiva ao lado da presidente peruana, Keiko Fujimori. Segundo ele, essas organizações praticam extorsões, assassinatos e outras ações violentas e precisam ser enfrentadas por meio da cooperação entre os governos da região.

Brasil ficou de fora da coalizão

O Escudo das Américas foi lançado pelo governo Trump em março como uma coalizão regional voltada ao enfrentamento de cartéis, gangues transnacionais e organizações classificadas pelos Estados Unidos como terroristas. No anúncio inicial, Washington afirmou que os países participantes trabalhariam conjuntamente contra o narcoterrorismo, a interferência estrangeira e a imigração ilegal em massa.

O Brasil ficou fora da iniciativa. Na época, o presidente Trump disse que convidou o governo Lula para a reunião de lançamento do escudo, mas que o Brasil não quis participar. Documentos divulgados pelo Departamento de Estado nos meses seguintes registraram entre os integrantes países como Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai e Trinidad e Tobago, além dos Estados Unidos.

A Colômbia aderiu à iniciativa em agosto, depois da posse do presidente Abelardo de la Espriella. No último dia 10, o Peru também anunciou sua entrada durante a visita de Rubio a Lima. Segundo a presidente Keiko Fujimori, a participação permitirá ao país ampliar a troca de informações e acelerar operações contra organizações criminosas que atuam além das fronteiras nacionais.

A iniciativa também ganhou uma estrutura operacional chamada Coalizão das Américas contra os Cartéis, voltada à coordenação militar e ao compartilhamento de informações entre os participantes. Em agosto, durante uma reunião no Panamá, autoridades americanas e latino-americanas discutiram operações conjuntas e estratégias contra redes de narcotráfico que atuam no continente.

Em um documento enviado ao Congresso dos EUA, o governo Trump afirmou que o Brasil “falhou em confrontar” o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas estrangeiras. Segundo Washington, as duas facções transformaram o Brasil em um centro dos fluxos globais de cocaína e representam uma ameaça crescente à segurança internacional. O documento cobrou do governo brasileiro medidas mais firmes contra os grupos. 

O governo Lula rejeitou a acusação. Em resposta divulgada pelo Ministério da Justiça, Brasília afirmou que não houve falhas ou omissões no enfrentamento ao crime organizado transnacional e sustentou que o país cumpre seus compromissos internacionais de combate ao narcotráfico. O governo também apontou operações realizadas pelas forças de segurança e investimentos destinados ao enfrentamento das facções. 

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