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Energia

EUA reforçam sanções unilaterais ao Irã

Washington proíbe negócios norte-americanos com empresas iranianas. Críticos afirmam que medidas são inócuas

Saiba o que pode ser feito com Urânio enriquecido |
Saiba o que pode ser feito com Urânio enriquecido (Foto: )

Os EUA já definiram os contornos da resolução que será submetida ao Conselho de Segu­­ran­­ça (CS) da ONU para impor novas sanções ao Irã. Mas, antecipando-se a possibilidade de a China usar seu poder de veto contra o texto, a Casa Branca decretou on­­tem novas punições unilaterais a Teerã.

Segundo o Departamento do Tesouro, as medidas visam fe­­char o cerco contra a Guarda Re­­volucionária, pedra angular da República Islâmica, acusada pelos EUA de financiar o terrorismo e desenvolver armas de destruição em massa – alusão ao programa nuclear que o Irã nega ter fins bélicos.

As novas punições têm como alvo quatro subsidiárias da Kha­­tam al Anbiya, megaempreiteira usada como braço de construção e engenharia da Guarda Revo­­lucionária – facção de 100 mil ho­­mens que ampara o regime nas esferas militar, ideológica e econômica.

A moção de ontem reforça a proibição (adotada em 2007 sob George W. Bush) de transações dessas empresas nos EUA e o congelamento de quaisquer ativos que tenham sob jurisdição norte-americana. O diretor da Kha­­tam al Anbyia, general Rostam Qasemi, também é visado pelas sanções.

Os EUA alegam que a rede de Qasemi usa sua ampla atuação no Ir㠖 construção de estradas, túneis, projetos agrícolas, gestão do aeroporto de Teer㠖 e contatos no exterior para arrecadar fundos para supostos interesses bélicos iranianos.

As sanções somam-se a uma lista de medidas unilaterais de­­cretadas desde 1980, quando Irã e EUA romperam relações depois que militantes iranianos, em represália ao asilo dado pela Ca­­sa Branca ao xá deposto, tomaram 52 reféns na embaixada ame­­ricana em Teerã. O sequestro du­­rou 444 dias. Céticos dizem que as medidas são inócuas, já que membros do regime iraniano ge­­ralmente não buscam viajar aos EUA nem fa­­zer contatos com empresas americanas.

Em complemento às sanções unilaterais, os EUA pressionaram o CS a adotar três ciclos de pu­­nições contra o Irã desde 2002, quando foi revelada a existência de atividades nucleares de Teerã não notificadas à agência da ONU (AIEA).

A Casa Branca segue buscando emplacar uma quarta rodada de medidas no CS. Segundo revelou ontem o jornal The New York Times, o novo texto pretende ampliar a lista de iranianos proibidos de viajar e o de empresas com bens bloqueados no exterior. Para convencer a China, re­­ceosa em punir o aliado persa, que lhe fornece petróleo, os EUA estariam costurando um acordo com as monarquias do golfo Pérsico para assegurar o abastecimento de Pequim.

O vice-primeiro-ministro da Rússia, Sergei Ryabkov, classificou como "mais realistas" as propostas de novas sanções ao Irã. Obama elogiou a nova posição da Rússia – única aliada do Irã entre as potências mundiais.

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