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Guerra

Chegada de 3.500 fuzileiros navais dos EUA eleva tensão no Oriente Médio

Teerã, capital do Irã, vem sendo atingida por mísseis.
Teerã, capital do Irã, vem sendo atingida por mísseis. (Foto: EFE/EPA/ABEDIN TAHERKENAREH)

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A chegada de novas tropas americanas ao Oriente Médio reforça a percepção de que os Estados Unidos se preparam para um conflito mais longo e mais complexo contra o Irã. O envio amplia a pressão militar na região e alimenta o temor de uma escalada ainda maior da guerra.

No sábado (28), o navio anfíbio americano USS Tripoli entrou na área de atuação do Comando Central dos EUA, o CENTCOM, transportando 3,5 mil fuzileiros navais e marinheiros. A embarcação também leva aeronaves, equipamentos táticos e estruturas de apoio para operações militares.

O reforço mais recente se soma a uma mobilização que já vinha sendo ampliada desde o início do conflito, no fim de fevereiro. Nas últimas semanas, Washington enviou outros navios de guerra e aumentou sua presença militar nas proximidades do Irã.

Com isso, os EUA passam a operar com uma estrutura ainda maior na região. Os novos deslocamentos se somam aos cerca de 50 mil militares americanos que já estavam posicionados no Oriente Médio antes da chegada das novas forças.

Além desse contingente, informações divulgadas na semana passada indicaram que o Pentágono também avalia enviar pelo menos 1.000 soldados da 82ª Divisão Aerotransportada. A medida ampliaria ainda mais a capacidade de resposta americana diante de um cenário de guerra prolongada.

A chegada dessas tropas dá ao governo Donald Trump mais opções de ação. O deslocamento de fuzileiros, aeronaves e meios anfíbios fortalece tanto a capacidade de ataque quanto a de reação rápida em caso de novos confrontos.

Ainda assim, segue incerto se os Estados Unidos pretendem partir para uma ofensiva terrestre em solo iraniano. O próprio Trump tem dado sinais contraditórios sobre essa possibilidade, alternando declarações duras com falas em que reduz a chance de envio de tropas para combate direto.

Se houver um desembarque em território iraniano, será a primeira grande operação terrestre americana desde a retirada do Afeganistão, em 2021.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro com a ofensiva conjunta de EUA e Israel contra o Irã, já entrou em seu segundo mês. Desde então, o conflito se espalhou pela região, atingiu países vizinhos e elevou a tensão em áreas estratégicas para o comércio internacional.

Além do impacto militar, a crise também preocupa pelo efeito econômico. A instabilidade no Golfo e no entorno do Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo, aumenta o risco de alta nos preços da energia e de novos abalos na economia global.

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