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Ángela Vivanco

Ex-juíza da Suprema Corte do Chile é presa por corrupção e lavagem de dinheiro

suprema corte chile
A ex-juíza da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco, em foto de 2024. (Foto: Pedro Mora Brito/Wikimedia Commons)

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A ex-juíza da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco foi presa na noite deste domingo (25), em sua residência na comuna de Las Condes, em Santiago, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. A detenção ocorreu após a própria Suprema Corte chilena autorizar a abertura de processo penal contra a magistrada, permitindo que o Ministério Público avançasse com a persecução criminal.

Segundo o Ministério Público do Chile, Vivanco será formalmente acusada nesta segunda-feira (26), no Centro de Justiça de Santiago, no âmbito da investigação conhecida como “Muñeca Bielorrusa”. O caso apura suspeitas de suborno e lavagem de dinheiro. Antes da apresentação das acusações, o tribunal analisará a legalidade da prisão de Vivanco durante a audiência de custódia.

De acordo com a Radio Bío Bío, do Chile, a defesa da ex-juíza classificou a prisão dela como “desnecessária” e afirmou que Vivanco enfrenta problemas de saúde. O advogado da ex-juíza, Jorge Valladares, declarou que os fundamentos da medida serão contestados na audiência desta segunda-feira e disse estar preocupado com o estado clínico de sua cliente.

Conforme a acusação apresentada pelos promotores, Vivanco teria atuado de forma coordenada com os advogados Mario Vargas e Eduardo Lagos para favorecer o consórcio chileno-bielorrusso Belaz Movitec em disputas judiciais contra a estatal chilena Codelco, quando integrava a Terceira Turma da Suprema Corte. Segundo os investigadores, pagamentos que somariam ao menos 90 milhões de pesos chilenos (aproximadamente US$ 104 mil, na cotação atual) teriam sido realizados por meio de seu então companheiro, Gonzalo Migueles.

O promotor Marco Muñoz, responsável pelo caso, afirmou que a operação para prender a ex-juíza transcorreu dentro da legalidade e com a presença da defesa, sem incidentes. Segundo o jornal El Mostrador, caso o Ministério Público solicite e o tribunal decrete a prisão preventiva, Vivanco poderá se tornar a primeira ex-integrante da Suprema Corte do país a cumprir essa medida cautelar.

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