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Eleições

Ex-líderes estudantis são eleitos deputados no Chile

Uma das vitórias mais significativas foi a do ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica (Feuc) Giorgio Jackson, com 46% dos votos no distrito 22, de Santiago

Quatro ex-líderes do movimento estudantil chileno conquistaram uma cadeira no Congresso nas eleições de domingo. Camila Vallejo e Karol Cariola - ambas do Partido Comunista - Giorgio Jackson, da Revolução Democrática, e Gabriel Boric, da Esquerda Autônoma, obtiveram maioria em seus respectivos distritos.

Uma das vitórias mais significativas foi a do ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade Católica (Feuc) Giorgio Jackson, com 46% dos votos no distrito 22, de Santiago. Após a divulgação dos resultados, Jackson afirmou que "hoje havia uma notícia muito boa para os movimentos sociais".

Ele se candidatou de forma independente, obtendo apoio implícito da Nova Maioria - coalizão liderada por Michelle Bachelet -, que não lançou candidato no distrito. Sem os 50% necessários para vencer a disputa presidencial na primeira rodada, a ex-presidente socialista enfrentará segundo turno com a ex-ministra Evelyn Matthei, em 15 de dezembro.

Outro triunfo dos ex-líderes estudantis foi o da ex-presidente da Federação de Estudantes da Universidade do Chile (FECH), Camila Vallejo, que ficou em primeiro lugar no distrito 26, de La Flórida, com 43% dos votos, pela Nova Maioria. Camila considerou a vitória como "o resultado da luta e do trabalho de muitos colegas que querem e podem mudar o Chile".

Sua colega de partido, a ex- presidente da Federação de Estudantes da Universidade de Concepción (Fec), Karol Cariola, também ganhou no distrito 19, de Independencia e Recoleta, com 38% dos votos.

Outro ex-líder do movimento estudantil que chegou à Câmara dos Deputados foi o ex-presidente da FECH, em 2012, Gabriel Boric, que ficou em primeiro lugar no distrito 60, de Magallanes, de onde nasceu, com 26% dos votos. Gabriel Boric não aderiu ao pacto eleitoral de Michelle Bachelet, no qual convivem socialistas, democratas cristãos e comunistas.

Dois ex-dirigentes estudantis - ambos da Esquerda Autônoma e que não aderiram ao pacto - não conseguiram votos suficientes para serem eleitos. Um deles foi o ex-vice-presidente da Fech em 2011, Francisco Figueroa, que se candidatou pelo distrito 21, de Providencia e Ñuñoa. Também não conseguiu ser eleita a primeira presidente da Federação de Estudantes da Universidade Central (Feucen) em 2011, Daniela Lopez, que postulou no distrito 13, de Valparaíso.

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