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Escândalo

Ex-presidente da Câmara dos EUA tentou esconder abuso sexual de adolescente

Dennis Hastert pagou US$ 3,5 milhões para que caso não viesse à tona

O ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos Dennis Hastert concordou em pagar US$ 3,5 milhões para uma pessoa que foi sexualmente abusada por ele quando a vítima tinha 14 anos e o político trabalhava como um professor do ensino médio e instrutor de artes marciais nas proximidades de Chicago, de acordo com procuradores.

É a primeira vez que promotores confirmam, em uma ação judicial, que Hastert pagou para encobrirem o episódio.

De acordo com o documento, a vítima disse aos procuradores que o crime aconteceu em um quarto de hotel, quando eles voltavam de uma viagem para um campo de luta livre, com cerca de 10 a 14 garotos. Hastert era o único adulto do passeio e teria dito à vítima que ele podia ficar em seu quarto enquanto os outros dormiriam em instalações separadas. A vítima, identifica no processo como Indivíduo A, disse que Hastert havia o tocado indevidamente enquanto massageava um ferimento em sua virilha.

O republicano de 74 anos agiu para encobrir qualquer sinal de má conduta sexual durante sua carreira política, que o levou para a presidência da Câmara dos Representantes, onde era o segundo na linha de sucessão para a presidência dos EUA.

Hastert declarou-se culpado em outubro por descumprir leis bancárias enquanto ele procurava pagar US$ 3,7 milhões a quem se referia como Indivíduo A para garantir que a pessoa ficasse calada sobre a má conduta do político, que será sentenciado no dia 27 de abril.

A defesa entrou com um pedido para que o juiz responsável pelo caso concedesse liberdade condicional e poupasse Hastert da prisão. O documento citou a saúde deteriorada do ex-presidente da Câmara, bem como a humilhação pública “pela qual ele já passou”.

O caso foi cercado de segredos desde o indiciamento, em maio de 2015. Procurados confirmaram que as alegações de abuso sexual eram o motivo principal do processo, em uma audiência em março.

Hastert fez 15 saques de US$ 50 mil de 2010 a 2012, totalizando US$ 750 mil. Mas o que ele fez em seguida foi considerado um crime. Em saques menores, ele retirou cerca de US$ 952 mil de 2012 a 2014.

Registros judiciais dizem que o político conseguiu pagar US$ 1,7 milhão ao indivíduo A, entregando parcelas de US$ 100 mil em dinheiro a partir de 2010. Os pagamentos foram abruptamente interrompidos em 2014 após agentes do FBI questionarem Hastert sobre suas transações bancárias.

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